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Guaraci Alvarenga: A glorificação do Natal

GUARACI ALVARENGA | 21/12/2018 | 07:30

“Jamais poderemos avaliar a profundidade de sua passagem entre nós.” Há dois mil anos, seus ensinamentos continuam vivos. Jesus fez das palavras uma força avassaladora, que contagiava a todos que o cercavam. Pregou o amor entre os seres humanos. Mas que amor é este? Como compreendê-lo aos olhos de Deus? Tenho para comigo, uma doce lição, dos meus tempos estudantis, contada por um experiente professor da língua portuguesa, que me fez pensar sobre nossos valores espirituais. Peço permissão para contá-lo, creia sem qualquer acometimento a cultos religiosos, tão somente me atendo, na simplicidade da mensagem, que o contista, quis oferecer. Diz a narração que quatro pessoas, três delas cristãs e um ateu, subiram aos céus. No reino de Deus foram recepcionadas por um dos apóstolos de Jesus. Trazia algumas fichas na mão. Chamou, um por um, e começou a relatar, o que estava registrado em suas vidas terrenas. Ao primeiro cristão, constava que assistia as missas religiosas, não perdia nenhuma procissão santa, rezava para seu bem e de toda a sua família, participava dos movimentos comunitários, contribuía com a Igreja, acreditava fielmente em Deus. O atencioso apostolo mandou-o que aguardasse ao lado. O segundo cristão estava registrado cantos e louvores a Deus, reuniões e assembleias em nome de Cristo, rezas e preces, pedidos de ajuda e bênçãos. Tinha a santa Bíblia, como guia de vida. Seguindo a orientação do apostolo mandou-o que aguardasse também ao lado. Enquanto isso, no aguardo de ser chamado, o ateu, homem descrente de Deus, se angustiava e se arrependia, amargamente, por não ter acreditado nas coisas espirituais. Temia encarar a verdade face a face. Ao terceiro cristão, na ficha estava anotado que acreditava na reencarnação, tinha o Evangelho como livro de cabeceira, tomava passes espirituais, rezava preces ao Senhor, pedia as bênçãos para sua família, parentes e amigos. Frequentava sessões espirituais. A mesma regra celestial foi atendida, o apostolo mandou-o que aguardasse ao lado. Por fim, chamou a quarta pessoa, o ateu. Desesperado, o descrente foi logo pedindo perdão pela sua vida sem Cristo e chorou a clemência dos Céus. Foi quando o apostolo surpreso com suas lágrimas, retrucou: – mas em sua ficha registra que foi uma pessoa despreendida de bens materiais, ajudava ao próximo sem nada pedir de recompensa, repartia com os necessitados o pão que sobrava em sua mesa, agasalhava com as próprias vestes aos desprotegidos, não ostentou a luxuria. Sua vida terrena se inscreveu na marca da simplicidade e da generosidade e jamais se lamuriou do que lhe foi dado e finalizou: Entre no reino dos Céus, porque a ti, ele pertence.

GUARACI ALVARENGA é advogado. E-mail: guaraci.alvarenga@yahoo.com.br

GUARACI ALVARENGA


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