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Guaraci Alvarenga: Bares da vida

GUARACI ALVARENGA | 31/05/2019 | 07:30

Quem não há de se lembrar do “point” na Pauliceia, onde vicejava a juventude saudável, na paquera das moças bonitas. A “caipirinha” do Bar Redondo, os salgadinhos do restaurante Dada, a batida de coco e o “croquetinho” do Haiti, o filé com fritas da Cantina Jundiaiense. O centro da cidade fervilhava. O centro histórico era o coração palpitante da cidade. Os bares da noite. Ah! Os bares de então. Rei da Caipirinha do Nagana, o Record, do Fagundes e do Metrópole ponto de encontro de futebolistas, Columbia, Royal, do Nim, onde se apostava numa “fezinha”, o Saveiro com suas cortinas vermelhas, que reluziam no copo do campari “on the rock”. O creme de aspargos, na madrugada fria do Urso Branco O bar do Lula com seu incomparável sanduíche de pernil. O Mirim Dog com seus deliciosos lanches. O aconchegante Shangri-la., o Zé do Papagaio. O nostálgico Bar da Vela do Zinho com suas pescadas grelhadas. O Ponto Chic. A Lanchonete Brasília. Cantina Jundiaiense do filé com fritas, o Sibons Bar, o da Viuva, sem esquecer da Cirrose, do Sandi, do Joaquim da av. Cavalcanti, o Dadá, na saída da missa dos domingos. E ao abrir este álbum da memória, chegamos na página do Crystal Chopp. Rua do Rosário, 411. Ambiente que excitou as noites de Jundiaí. O charmoso Crystal era passagem e parada obrigatória. Grandes noites com o violão de Dorival Amadi, o Dori do “camaro vermelho”. A expressiva Jane Prado. A eterna beleza de Sofia. O violão mágico do Neguinho. A adorável Tina e seu piano romântico. Não se podendo esquecer-se do saudoso Nonô e seu conjunto. Sim, o nostálgico Crystal Chopp marcou um tempo de despertar para os encantos da noite jundiaiense. Hoje, acende-se um foco de luz sobre estes tempos risonhos. O Jobim, Maria Cachaça, Chafariz, o Palma, bar do Chope, Winner, Beja, o Thé, Alemão da Marechal. Novos pontos estão descobrindo, na velha receita, o encontro essencial entre amigos. O Afonso Pereira aplaude o Cazarins Bar. O mais doce Orlando Gazola indica o bar do Baiano na Teffé. Para polivalente Negri, o Natura, O Bar do Pedro lembrado por Valdemar Bertazzoni. O Pitico aprecia o bar da Sauna do Clube, Tigrão recomenda o bar do Edson, no mercado da Cidade, Bar do Du, na travessa do Retiro, Tuto Fabricio cita o Alemãozinho do Anhangabau. O “Sujinho” na Vila Progresso, O Xique Xique na Colonia, O Arlindo Peroba fala do bar da Bocha na Ponte São João, o Toa Toa no Jardim Cica, o Raul do Engordadouro. A mesa simples, o papo descontraído, o saboroso petisco, o doce aperitivo. Não há modismos, nem melindres. Como dizia o compositor Gonzaguinha: “Mesa de bar é lugar para tudo que é papo da vida rolar”, para o músico João Bosco: “onde todos se encontram contando mentiras para suportar”. Para mim, simples mortal desta vida, onde encontrei as minhas melhores amizades. Um brinde a todos. Viva a vida.

GUARACI ALVARENGA é advogado. E- mail: guaraci.alvarenga@yahoo.com.br


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