Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

Guaraci Alvarenga: Lá vai meu bloco, e lá vou eu…

Guaraci Alvarenga | 14/02/2020 | 07:00

Quer queira quer ou não, o Carnaval marca no calendário verde amarelo a nossa maior festa popular – até ao menos entusiastas. Não há como dissimular: começa fevereiro e o assunto é Carnaval. As passarelas da alegria se estendem nos quatro cantos dos bairros da cidade. Não se perde a folia e nem a espontaneidade, e o mais importante: a festa brilha no sentido da solidariedade celebrativa. Estão de volta os velhos carnavais.

Os blocos carnavalescos imperam nas ruas da cidade. Por certo, mais alegria e malicia: a cantoria fica por conta de todas as idades e na informalidade. O gigantesco Chupa que é de Uva, do arquiteto da folia, Val Raymundo, inicia o abre-alas nesta tarde ao lado do Córrego das Valquirias. Seguem no fim de semana o ritmo forte do Afro Kekere na Ponte Campinas e o entusiasmante CarneOeste no Almerinda Chaves.

Na sexta oficial, o consagrado Refogados do Sandi, no Centro, com bateria nota 10 do Clube Jundiaiense. Brilham ainda no reinado o irreverente Ponte Torta, Praça do Coreto e o Bloco do Rato no Jardim Novo Horizonte, Continuamos na nossa, na Ponte São João, Dono da Conta, Centro, Bloco do Trash – largo do São Bento, e na cidade administrativa os Bloco do Povo, Master, Gossip. Salve, salve o pierrô apaixonado e a “perversa” columbina.

Há um eterno sopro do amor na música do carnaval. Restaura em nós mais que sonhos e promessas perdidas, mas os doces momentos vividos, que o tempo jamais ousa apagar. Não pertence ao passado, nem ao presente. Ouve-se na voz de jovens e velhos, porque a canção de amor jamais envelhece.

Quando nas ruas, soltar-se o coro uníssono dos foliões ao cantarem a música de Zé Kéti: _ Foi bom te ver outra vez/tá fazendo um ano/foi no carnaval que passou/eu quero matar a saudade/ vou beijar-te agora/não me leve a mal/hoje é Carnaval/, refletirá toda a beleza, toda a liberdade, que só esta festa pode nós fazer sentir.

Seduzidos, cada folião romântico há de ter gravada na memória uma canção carnavalesca no coração apaixonado. Mês de fevereiro. Reinado da folia. Os aplausos não são sepultados na ilusão destes dias do domínio da alegria: eles se perpetuam. Ficam guardados na memória viva de nossa doce ânsia de sermos felizes. São como retalhos de cetim na espera de serem alinhavados a outros carnavais.

Tempo de gostosas fantasias, em que as emoções tocam todas as gerações. Não só pelas nuances de quem viveu momentos inesquecíveis, ou por quem sonha por estes momentos, mas pela trilha sonora marcante de tão belas canções. E por falar em belas canções: “Bandeira Branca/Amor/não posso mais/pela saudade, que me invade/eu peço paz.

GUARACI ALVARENGA é advogado


Link original: https://www.jj.com.br/opiniao/guaraci-alvarenga-la-vai-meu-bloco-e-la-vou-eu/
Desenvolvido por CIJUN