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Guaraci Alvarenga: Nossas mulheres, nossas canções

GUARACI ALVARENGA - guaraci.alvarenga@yahoo.com.br | 02/03/2018 | 05:55

Dia Internacional da Mulher. A simples lembrança da mulher amada toca fundo a qualquer coração, mesmo o solitário na dor e na saudade. Nossos poetas da música foram exímios artífices em falar destes amores. Assim é que Chico Buarque cantava em versos românticos Januária, Rita e Carolina. Adoniram Barbosa no seu jeito de ser, falava de Iracema, Eugênia, Malvina e Inês. Evaldo Gouveia de Conceição e Vilma. Luis Antonio de Maria (lata d’água). Rita Lee em Perigosa. Jorge Ben em Cadê Teresa. O nosso Caetano Veloso em Baby. O inesquecível Joubert de Carvalho em Maringá, Zíngara e Taí. O baiano Dorival Caymmi em Marina e Oração de Mãe Menininha. O rei do baião, Luis Gonzaga, cantando Paraíba. O grande Noel Rosa em Feitio de Oração. O mestre Cartola em Divina Dama. O primeiro sucesso de Ivan Lins – Madalena. Custódio Mesquita escrevendo Mulher. O poeta samba-canção, Erivelto Martins, em Odete e Izaura. O humor de Juca Chaves em Por quem chora Ana Maria. O poeta da Portela, Paulinho da Viola, em Coisas do Mundo e minha nega.

GUARACI ALVARENGA

GUARACI ALVARENGA é advogado. Foto: Arquivo/Jornal de Jundiaí

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– SÔNIA CINTRA

A espantosa habilidade de Wilson Batista em Emilia e Nega Luiza. O nordestino Capiba em Maria Betânia. Johnny Alf em Menina Flor. O poeta Orestes Barbosa em Chão de Estrelas. O incrível Pixinguinha em Rosa e Carinhoso. Dinorá, de Abel Ferreira. Tem mais, o famoso Ari Barroso em Morena Boca de Ouro, o violão de Baden Powel em Sá Marina.

O “moleque” Ataulfo Alves em Saudade da Amélia. O poetinha Vinicius de Moraes – Loura ou Morena. E as marchinhas carnavalescas de Braguinha e Lamartine cantando a Morena, a Loira e a Mulata! E tantos outros, de tantas mulheres. Jobim e Ligia, seus versos nos fazem companhia, agora inseparáveis.

Luis Vieira: “Você é isso/uma beleza imensa /toda a recompensa/de um amor sem fim”.
Silvio Cesar: “Ah, se eu fosse você eu voltava pra mim”.
Caymi: “Marina você é bonita/com que Deus lhe deu”.
Wilson Batista: “Emilia Emilia Emilia, /não posso mais”.
Erivelto Martins: “Eu vejo a vida pela luz dos olhos teus/me deixa ao menos, por favor, pensar em Deus”.
Cartola: “As rosas não falam/simplesmente as rosas exalam/o perfume que roubam de ti”.
Nestas canções, não sabemos onde termina a música e começa a poesia. Louva-se a mulher em verso e prosa. Seduz o dever do reconhecimento que temos de cumprir diante de nós mesmos. Fico com os versos singelos de Martinho da Vila, em Mulheres, as quais me rendo e presto também minha homenagem: “Mas nenhuma delas me fez tão feliz, como você me faz”.

GUARACI ALVARENGA é advogado. E-mail: guaraci.alvarenga@yahoo.com.br


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