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Guaraci Alvarenga: Vai minha tristeza/e diz que sem ela/ não pode ser

GUARACI ALVARENGA | 15/03/2019 | 07:30

Dia Internacional da Mulher. A simples lembrança da mulher amada toca a fundo a qualquer coração, mesmo o solitário na dor e na saudade. Nossos poetas da música foram exímios artífices em falar destes amores. Assim é, que Chico Buarque cantava em versos românticos Januária, Rita e Carolina. Adoniram Barbosa no seu jeito de ser, falava de Iracema, Eugênia, Malvina e Inês. Evaldo Gouveia de Conceição e Vilma. Luis Antonio de Maria (lata d’água). Rita Lee em Perigosa. Jorge Benem Cadê Teresa. O nosso Caetano Veloso em Baby. O inesquecível Joubert de Carvalho em Maringá, Zíngara e Taí. O baiano Dorival Cayni em Marina e Oração de Mãe Menininha. O rei do baião Luis Gonzaga cantando: Paraíba. O grande Noel Rosa em Feitio de Oração. O mestre Cartola em Divina Dama. O primeiro sucesso de Ivan Lins- Madalena. Custódio Mesquita escrevendo Mulher. O poeta samba canção, Erivelto Martins, em Odete e Izaura. O humor de Juca Chaves em Por quem chora Ana Maria. O poeta da Portela, Paulinho da Viola, – Coisas do Mundo, minha nega. A espantosa habilidade de Wilson Batista em Emília e Nega Luiza. O nordestino Capiba em Maria Betânia. Johnny Alf em Menina Flor. O poeta Orestes Barbosa em Chão de Estrelas. O incrível Pixinguinha em Rosa e Carinhoso. Dinorá de Abel Ferreira. Tem mais, o famoso Ari Barroso em Morena Boca de Ouro, o violão de Baden Powel em Sá Marina. O “moleque” Ataulfo Alves em Saudade da Amélia. O poetinha Vinicius de Moraes – Loura ou Morena. E as marchinhas carnavalescas de Braguinha e Lamartine cantando a Morena, a Loira e a Mulata! E tantos outros, de tantas mulheres. Jobim e Ligia. Seus versos nos fazem companhia, agora inseparáveis.
Luis Vieira: “Você é isso/ uma beleza imensa /toda a recompensa/ de um amor sem fim”. Silvio Cesar: “Ah, se eu fosse você eu voltava pra mim. Caymi: Marina você é bonita/com que Deus lhe deu”. Wilson Batista: “/Emilia Emilia Emilia/não posso mais.” Erivelto Martins: “Eu vejo a vida pela luz dos olhos teus/me deixa ao menos, por favor, pensar em Deus.” Cartola: “as rosas não falam/simplesmente as rosas exalam/o perfume que roubam de ti.” Joubert de Carvalho: “Maringá, Maringá/Volta aqui pra meu sertão/”. Lupicinio Rodrigues /eu não posso dormir sem teu braço/pois meu corpo está acostumado.” Vinicius de Moraes: “/mas que seja infinito enquanto dure.” Ataulfo Alves: “Amélia é que era mulher de verdade”. Carlos Lyra: “e sem nós dois/ o que resta sou eu”. Tom: “uma saudade tão grande /nas coisas mais simples/ que você tocou”. Nestas canções, não sabemos onde termina a musica e começa a poesia. Louva-se a mulher em verso e prosa. Seduz o dever do reconhecimento, que temos de cumprir diante de nós mesmos. Fico com os versos singelos de Martinho da Vila, em Mulheres, as quais me rendo e presto também minha homenagem: “mas nenhuma delas me fez tão feliz, como você me faz.”

GUARACI ALVARENGA é advogado. E-mail: guaraci.alvarenga@yahoo.com.br

GUARACI ALVARENGA


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