Opinião

Harry chegou há 20 anos

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COLUNISTA PROFESSOR FERNANDO BANDINI
Crédito: divulgação

Foi em 2000. Harry Potter, o bruxo mais famoso do planeta, aparatou no Brasil há duas décadas. Sua primeira edição brasileira, lançada três anos depois da britânica, foi cercada de muita expectativa. Afinal, o personagem já causava em todos os continentes. E não foi diferente por aqui. Cheguei ao livro por indicação de uma leitora entusiasmada. Ela cravou, certeira: "Você vai curtir". E não deu outra. "Harry Potter e a pedra filosofal", o primeiro livro da série entregava o que prometia. Uma entusiasmante e muito bem elaborada trama encaixada peça por peça pela inglesa Joanne Kathleen, que assina J.K.Rowling. Leitores, conhecemos o mundo em que há os bruxos e os não bruxos, chamados de "trouxas". A escola de bruxaria de Hogwarts, dirigida pelo sábio Alvo Dumbledore, é o palco principal em que se desenvolvem as histórias. Nele aparecem Hermione Granger e Rony Weasley, colegas de turma do protagonista, e seus futuros melhores amigos. Assim como vamos sabendo do poder e das patifarias do lorde das trevas, o temível Voldemort, inimigo número um de Harry. Simpatizamos de cara com o meio-gigante Hagrid, a professora Minerva, os gêmeos Fred e Jorge. E ficamos de pé atrás com o misterioso professor Snape. No primeiro dos sete livros, além da apresentação do universo dos bruxos, aparecem muitos dos fios a serem desenvolvidos ao longo da saga. E nenhum deles fica solto no final da série. Em cada novo volume, o mesmo encanto do mergulho em universo fantasioso. As histórias de Potter formam novos leitores e cativam os que já leem. Uma literatura de entretenimento bem azeitada e divertida. E a garota duranga, que escrevia seus originais numa cafeteria em Edimburgo, com a filha bebê no colo, transformou-se num fenômeno de vendas. A saga do bruxinho órfão ganhou o mundo em livros, filmes e dezenas de quinquilharias com a marca Harry Potter e fez da autora uma milionária. Rica e filantropa, Rowling doa quantias robustas para entidades que tratam de esclerose, dos direitos das crianças, dos animais, e para fundos pela educação. Hoje em dia a escritora anda enroscada em tuítes polêmicos e opiniões pouco confortáveis em questões de gênero. Atiçou a ira de muitos com comentários considerados transfóbicos. Sua obra de ficção mais conhecida, no entanto, deve garantir a ela lugar na galeria dos que fazem da literatura um mundo para encantar os visitantes.

FERNANDO BANDINI é professor de Literatura do Ensino Médio


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