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Henrique Pellegrini: A difícil vida de um mito

CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI | 17/01/2019 | 07:30

“Mitos” são protagonistas que encarnam as forças da natureza combinadas com aspectos gerais da condição humana, são lendas, unanimida. Quando perguntado a Jair Bolsonaro o porquê da alcunha mencionou não saber, porém, imediatamente ligou o apelido ao que lhe chamavam em sua juventude, “Palmito”. Seria bom isso. Os mitos não têm vida fácil, vejam Gandi, Buda, a peleja de Jesus Cristo, alguns deles confundidos com Deuses e semideuses. Vender-se como santo requer ser santo. Santos não podem errar, são santos. Na campanha eleitoral, venderam um Jair Bolsonaro infalível, indestrutível, sem máculas… Não há dúvidas que o saldo mais positivo de sua vitória foi extirpar o câncer Lulopetista do comando do Brasil. Mesmo que eleito o Rinoceronte Cacareco (1959), ou “Zé Carioca” (1942), já estaria bom, bastava interromper o rumo ao abismo que seguíamos de forma desenfreada. Por excesso de zelo, em minha opinião, venderam o “mito”, difícil missão para o presidente. Em poucos dias já percebemos que Bolsonaro e sua trupe não encarnam as forças da natureza, na verdade são pessoas normais. Como o Deputado Jair Bolsonaro suportaria sete mandatos, ou seja, 28 anos no inferno, sendo virgem? Não creio que tenha feito nada muito grave, mas teve que transitar entre larápios e demônios, certamente ajustou conduta necessária para sua sobrevivência no “Pântano Político”, parafraseando seu super ministro “Paulo Guedes”. Sem citar seu filho senador, possivelmente enrolado com retorno de salários de assessores, ou o filhote de seu vice, o valoroso General Morão, já podemos elencar acontecimentos que não fazem parte da trajetória de um mito. Ser perdoado em multa pessoal do Ibama, procurar enfiar um amigo na Petrobrás não são crimes, são mazelas. Na verdade comparado com que o Lulopetismo promoveu, é quase enganar no “par ou ímpar”, tolerável, mas não para mitos. Os Bolsomitos precisam “baixar a bola” e diminuir a pretensão. Tenho certeza da boa intenção do capitão, e sei que colocará o Brasil no caminho, mas não será fácil. Nessa luta vale “dedo no olho, soco na região baixa e até cuspir”, coisas que mitos nunca fizeram. Jair Bolsonaro é um idealista e vem para mudar o rumo do Brasil, e se entregar 20% do que promete nosso País voltará ao trilho. Poderá dentre outras, devolver os empregos, sem antes preparar essa legião de brasileiros despreparados, encostados no “Bolsa Família”, quimera inventada por Fernando Henrique Cardoso e aperfeiçoada pelo Lula, o chefão presidiário de Curitiba.

CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI é professor universitário e Diretor de Gestão e Sucessão Empresarial da Maxirecur Consulting. E-mail: pellegrini@maxirecur.com.br

ARTICULISTA CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI

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