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Henrique Pellegrini: Feliz 2019

CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI | 03/01/2019 | 07:30

Chegou 2019! Percebe-se uma mistura incoerente de revolta quanto a 2017 e doce ilusão quanto a 2018. Como os governos permitiram que ocorresse uma crise política, econômica e social tão grave?
Como governantes, eleitos democraticamente e tão bem pagos deixaram o Brasil ir a bancarrota? Por que os cientistas políticos e economistas não previram e evitaram este cataclismo, essa crise? Ao mesmo tempo a ilusão que o Brasil sairá da crise de forma ilesa.
A teoria por trás é que o futuro depende das expectativas atuais e principalmente de otimismo. Se todo mundo acreditasse num futuro melhor, continuasse consumindo e investindo, não haveria mais recessão e crise.
No linguajar econômico: as expectativas são autorrealizáveis, mantidos o consumo e o investimento, haveria demanda, vendas, produção e emprego (nesta ordem). Infelizmente, a realidade é mais dura que essa.
É verdade que as expectativas fazem parte integrante do arcabouço econômico e uma piora substancial da perspectiva futura afeta a realidade econômica.
Melhorando as expectativas, melhora-se o cenário, pelo menos temporariamente.
Há fatores concretos que vão afetar a vida dos indivíduos e empresas no Brasil em 2019, independentemente do humor coletivo. A recessão e a retração do crédito são uma realidade.
O efeito do novo presidente deverá promover medidas internas que ampliarão as oportunidade pelo menos num primeiro momento.
Há menos demanda pelos produtos brasileiros no mundo. A taxa de câmbio no Brasil está se ajustando a esta nova realidade.
Tecnicamente não escrevo com pessimismo, e sim com pragmatismo. Há falta de capital no mercado financeiro internacional, que comprime o crédito externo, proporcionando perda de riquezas e queda de produção ao redor do mundo.
Mesmo ainda com a severidade dessa crise, as expectativas para 2019 de crescimento do PIB em até 2,5% são reais, desde que o governo se preocupe em desonerar o capital, desinchar a máquina pública, deixar um pouco a campanha presidencial de lado e cumprir as metas fiscais, diminuir drasticamente os gastos públicos, incentivar as exportações, reduzir a taxa de juros sempre de olho na inflação.
Desejo a todos feliz 2019!

CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI é professor universitário e diretor de Gestão Empresarial e de Sucessão Familiar da Maxirecur Consulting / pellegrini@maxirecur.com.br

ARTICULISTA CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI


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