Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

José Renato Nalini: Vamos desaparecendo…

JOSÉ RENATO NALINI | 29/07/2018 | 05:30

Há cinquenta e oito anos, exatamente em 1960, como era o costume à época, os colegiais que terminavam a primeira fase de seu curso secundário – o Ginásio – comemoravam a formatura com fervor e entusiasmo. Não havia a contratação de empresas responsáveis pelas performances de hoje. Elegia-se uma Comissão de Formatura e esta se encarregava, artesanalmente, de programar a celebração. Foi assim que, em 29 de dezembro de 1960, os formandos do Ginásio Divino Salvador fizeram a sua festa de entrega de diplomas no Salão Paroquial da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, na Vila Arens. Como era costume, os diplomandos também contrataram a confecção de uma flâmula com o brasão do já então “Colégio Divino Salvador” e um nome de cada integrante da turma.

Ainda guardo essa flâmula. Hoje, manchada e corroída pelo tempo que a tudo dilui. Mas muito mais machucada pelas partidas daqueles que nela figuram. O primeiro a nos deixar foi Norberto Pastre Júnior. Tão cedo, tão jovem, com prole tão nova. Mas outros foram seguindo. Não sei exatamente a ordem. Mas perdemos Mário Augusto de Oliveira Bocchino, o “Guto”. E também José Anselmo Contesini. A eternidade também levou Elídio Bulisani. Há quase um ano, Luiz Francisco Ferreira Bárbaro, o “Picoco”, que não só foi o orador da turma como ofereceu uma deliciosa recepção em casa de seus pais, Leta e Oswaldo Bárbaro, festeiros-mor da Ponte São João e de Jundiaí. E vejo estes dias que a morte levou também João Griesius Filho, bom aluno, bom colega, ético e discreto.

HOMENAGEM DOUTOR JOSE RENATO NALINI NO FORUMEspero que sobremos alguns para a comemoração dos 60 anos de formatura no ginásio, logo mais em 2020. Ainda somos Ademir José Manzato, Bechara Jorge Kachan, Carlos Alberto de Almeida, Mariano Bezan, Luiz Alberto Moraes Pereira, Élcio Borgonovi, Orlando de Jesus Moreira, Odilon Lopes de Morais, José Eduardo Penaforte Martins, Vicente Martin, Roberto Éber Marchi, Stéfano Moretti, Antonio Luiz Covesi, Fernando Álcio Fehr, Ivan José Bernucci, Fernando Loboda e eu.  Havia também um seminarista, cujo destino restou ignorado, porque não era de Jundiaí: Francisco Lima.
Saudades do Divino Salvador, cujos mestres também já são saudades.

JOSÉ RENATO NALINI é desembargador, reitor da Uniregistral, escritor, palestrante e conferencista


Link original: https://www.jj.com.br/opiniao/jose-renato-nalini-vamos-desaparecendo/
Desenvolvido por CIJUN