Opinião

Jundiaí ditando a retomada


Ninguém reconhece o município melhor que o prefeito. Normalmente está próximo do cidadão, visitando os bairros e não só ouvindo eleitores, mas o povo em geral. Tem visão holística do município com todos os dados e informações próximo de si. Faltam estadistas no Brasil, líderes obstinados, que saiam do rebanho e que entendam que os interesses pessoais são menores que os interesses coletivos. Chegou a hora de Jundiaí sair na frente e liderar o processo de retomada das atividades econômicas. Estamos vivendo quatro crises simultâneas: os livros ensinam que num grande conflito viveríamos 6 crises simultâneas, e estamos quase lá. A primeira é a crise da saúde. Temos o covid-19, onde os modelos matemáticos indicam grau de contágio entre 2 e 3, que é considerado moderado. O sarampo, último grande surto que atingiu o Brasil, tem nível entre 12 e 18, considerado muito alto. Já a taxa de letalidade média do covid-19 é muito próxima do sarampo. A consequência é o impacto do atendimento dos adoecidos pelo covid-19 no falido sistema de saúde brasileiro. Caso todos fiquem doentes ao mesmo tempo faltarão leitos, médicos, enfermeiros e remédios, o que significaria caos e mortes. A segunda crise é a crise econômica e financeira. Como superar 30, 60, 90, ou mais dias reclusos sem as atividades sociais e de mercado? Como reconstruir nossa já combalida economia? Como restaurar a normalidade nas grandes empresas nacionais, multinacionais e dos pequenos negócios? Como colocar comida na mesa do povo? A terceira crise, talvez a mais grave é a crise de saúde mental. O desacerto mental das pessoas só é igualado ao provocado por uma guerra civil. O medo é qualidade de pessoas inteligentes, mas quando está a frente e comandando as atitudes, tudo está perdido. Levará muito tempo para ajustarmos a saúde mental dos brasileiros. A quarta crise diz respeito à liderança. Como superar os interesses políticos e o projeto pessoal do governador de São Paulo? Como superar a verborragia e despreparo do presidente da República? Como superar a incapacidade retórica e de admissão de erros e o culto a marginais e condenados da “esquerda"? Grandes desafios precisam de grandes líderes. Nos grandes conflitos destacaram-se líderes que tomaram a frente, inovaram e foram corajosos. Bem apoiado em números, já é hora de planejarmos e rumarmos ao isolamento vertical e seletivo, recolocando gradualmente Jundiaí em sua normalidade. CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI é professor universitário e Diretor de Gestão e Sucessão Empresarial da Maxirecur Consulting.

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