Opinião

Jundiaí e o saneamento básico

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Crédito: Reprodução/Internet

O novo coronavírus expôs, ainda mais, o alerta para questões sanitárias das cidades. Nunca nos preocupamos tanto com a higiene pessoal e coletiva como agora. Isso evidencia e traz à tona assuntos de saúde pública, como a importância no tratamento de água e esgoto e discussões sobre os impactos de dejetos despejados nos rios. Em Jundiaí, 98,23% do esgoto é tratado e 99,07% da população é abastecida com água tratada, de acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico (SNIS), deixando a cidade entre as vinte melhores no ranking da ‘Universalização do Saneamento’, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES). E vem melhorando: no começo do mês foi anunciado o início de obras de saneamento no Balsan - região pertencente a Jundiaí e Várzea Paulista - que há vinte anos os moradores vêm lutando pela regularização fundiária e saneamento básico. Não diferente, no Jardim Vale Verde, uma região de chácaras, situado entre os bairros do Jundiaí-Mirim e Caxambu, os moradores há vinte anos também tentam a regularização das glebas, obras de saneamento e asfaltamento das vias – que recorrentemente alagam. A área está inserida na Zona de Proteção ambiental (ZEPAM) e na Zona de Proteção Hídrica e Desenvolvimento Rural (ZPHD) do Plano Diretor de Jundiaí. Acontece que ali se encontra um braço do Rio Jundiaí-Mirim, a sub-bacia do Rio Jundiaí, responsável pelo abastecimento de 95% da população jundiaiense. Não podemos manter em risco o rio mais importante para o abastecimento de água da cidade. No dia 22 de junho, topógrafos iniciaram o plano altimétrico cadastral para início do projeto e implantação das obras de saneamento pela Prefeitura e da DAE. Além disso, o processo de regularização de todas as glebas, de responsabilidade dos moradores, está em trâmite na Unidade de Gestão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Jundiaí (UGPUMA). Esperamos da UGPUMA a colaboração dos engenheiros que analisam os projetos, que tenham consciência da importância de legalizar a cidade para oferecer endereço aos moradores e que os assuntos relacionados à igualdade social e urbanismo tenham relevo e consideração. Das mais de 150 áreas registradas no mapa de cadastro fundiário, quase 50% já foi regularizada. Agora é hora de continuar. Tornar Jundiaí uma cidade legalizada, com igualdade e 100% atendida pelo saneamento básico.

BRUNO GOBI é arquiteto e urbanista


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