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Liciana Rossi: Atividade física e clima seco

LICIANA ROSSI | 14/07/2018 | 06:00

Que exercício físico faz bem para a saúde vocês já sabem há tempos, mas sabiam que nesta época do ano, de baixa umidade relativa do ar, ele pode se tornar um vilão para a saúde? A umidade relativa do ar é a quantidade de vapor d’água contida na atmosfera. Quanto mais próxima dos 100%, mais úmido está o ar. Quando ela está abaixo do índice de conforto, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 60%, podem ocorrer inúmeros problemas de saúde, principalmente os respiratórios. As regiões Sudeste e Centro-Oeste são as que mais sofrem com o clima seco e os hospitais costumam ficar lotados. Crianças e idosos sofrem mais. Para que possamos  entender, resumidamente, a umidade do ar ideal fica entre 70% e 40%. Entramos em estado de atenção quando a umidade fica entre 30% e 21% e aqui é recomendado evitar exposição ao sol das 11h às 15h. No estado de alerta, a umidade fica entre 20% e 13%, sendo recomendado evitar exposição entre 10h e 16h. E o estado de emergência é quando a umidade cai abaixo de 12%. Aqui é interessante evitar a prática esportiva. Se o clima estiver muito seco, prefira treinar antes das 9h30 ou depois das 16h30.

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Dentre os perigos da prática física em clima seco estão o cansaço precoce e excessivo (para uma intensidade normalmente bem tolerada em condições confortáveis de umidade do ar); irritação nos olhos; sensação de garganta seca; ressecamento da pele; sangramento nasal e complicações alérgicas. Além de pensar bem no horário da sua prática, uma dica legal é aumentar a hidratação. Em torno de 30 minutos antes do exercício, tome ao menos 500 ml de água e a cada 20 minutos tente ingerir 200 ml, segundo os especialistas, além de aumentar a ingestão de água ao longo do dia, mesmo que não pratique atividade física. Um sinal comum de desidratação entre os atletas e praticantes, muito sentido em corredores, nadadores e ciclistas, é a cãimbra, apontando a necessidade de aumentar a ingestão de líquidos e sais minerais. Em atividades superiores a 90 minutos, aconselha-se o uso de água de coco ou bebidas esportivas, mas escolha dentre as menos coloridas e a mais natural possível. Quando não há hidratação adequada, a frequência cardíaca tende a aumentar para compensar o volume de sangue menor a circular dentro dos vasos sanguíneos, podendo sobrecarregar o sistema cardiovascular. Respeite seus limites. Em caso de tontura, dores de cabeça, vista turva, taquicardia e cansaço além do habitual, isso é indicador de que algo não vai bem. Pare imediatamente. Em casa, procure umidificar os ambientes com vaporizadores ou recipientes com água. Usar soro fisiológico para umidificar nariz e olhos antes e depois da prática esportiva é interessante também.

LICIANA ROSSI é educadora física formada pela ESEF Jundiaí; pós-graduada em treinamento físico pela Unicamp e ginástica corretiva pela FMU-SP; exercícios corretivos pela Academia Nacional de Medicina Esportiva – NASM/USA; CHEK Practitioner nível 2 Califórnia/USA; Holistic Life Style Coach/CHEK Institute/USA


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