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Liciana Rossi: O boom das corridas de rua

LICIANA ROSSI | 30/06/2018 | 06:00

Até os anos 70 poucas pessoas se aventuravam a correr pelas ruas. A partir dos anos 80 foi que esta prática chegou para ficar. O “boom” do jogging ou cooper, como se falava antigamente, sendo o mesmo que a corrida de rua, ocorreu no início dos anos 70 nos Estados unidos e, ao longo da década, se espalhou pelo mundo. Mas as corridas de rua surgiram na Inglaterra no século 18 e foram se expandindo pelo resto da Europa e Estados Unidos no final do século 19. Depois do sucesso da 1ª Maratona Olímpica, as corridas se popularizaram, principalmente nos Estados Unidos. Lembram-se do Dr. Keneth Cooper? Em meados de 1970 ele tornou seu “teste de Cooper” famoso mundialmente – os famosos 12 minutos de corrida -, teste usado até hoje e que ajudou muito a difundir a corrida.

Atualmente, corridas de rua são populares no mundo todo, sendo praticadas principalmente por “amadores”, como gostam de ser chamados, pois eles são amadores por não viverem somente disso e usam isso para ter um estilo de vida saudável, praticar algum esporte para bem-estar e saúde. Também gostam de ser “amadores” porque quem corre logo ama a corrida. E esta paixão realmente é um “vício”. Transpiração, adrenalina e endorfina (o hormônio do prazer), além de força, determinação, performance ou não, correr por prazer ou disputar provas. Não importa. A corrida vicia e corrige hábitos, pois quem treina acaba se preocupando com a qualidade do sono e qualidade da alimentação, afinal precisa de energia para correr e se preocupar com a quantidade ideal de água ingerida.

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Fora a delícia de se sentir condicionado, ativo, controlar o peso corporal e perseguir a saúde no sentido mais puro da palavra, pois corre quem a tem. Motivos não faltam para explicar o que transformou a corrida de rua numa “pandemia”. Se você morrer de vontade de correr, mas não sabe como, comece caminhando. Seu corpo precisa se adaptar ao impacto da caminhada antes da corrida, principalmente se você é um sedentário. Sugiro que comece com um treino de força, procure uma academia, converse com um educador físico, procure liberação médica e lembre-se que a busca é pela saúde acima de tudo. E se você é um cardiopata e não sabe, os riscos de começar a correr sem autorização médica podem custar sua vida.

Caminhar ou correr pode ser feito em qualquer lugar. Este é um motivo muito forte na disseminação do esporte. Não precisa gastar, basta ir para um parque. Temos muita sorte de morarmos numa cidade que nos dá opções. Podemos ainda andar pelo bairro. Se preocupem com a vestimenta e calçado confortáveis. No inverno, hidratem-se mais por conta do tempo seco. Não há motivos para continuar sedentário. Entrem na moda da corrida. Eu entrei e viciei! Vejo vocês pelas ruas de Jundiaí.

LICIANA ROSSI é educadora física formada pela ESEF Jundiaí; pós-graduada em treinamento físico pela Unicamp e ginástica corretiva pela FMU-SP; exercícios corretivos pela Academia Nacional de Medicina Esportiva – NASM/USA; CHEK Practitioner nível 2 Califórnia/USA; Holistic Life Style Coach/CHEK Institute/USA

COLUNISTA LICIANA ROSSI

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