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Margareth Arilha: Eduardo Dussek

MARGARETH ARILHA | 12/12/2018 | 07:30

A Rede Globo anunciou nesta semana a entrevista de Eduardo Dussek com o jornalista Pedro Bial, em um de seus programas mais vistos. Ali, na telinha, Eduardo estava tal qual se apresentou, no dia 1 de dezembro, aqui em Jundiaí, na praça da Matriz. Isso mesmo, há menos de quinze dias o artista pisou e cantou na cidade. Não é incrível? Eu estive lá, comprovei, e me admirei com orgulho do trabalho que realizam Marcelo Peroni, Gestor Cultural e João Carlos di Luca, Diretor de Cultura da cidade. Tiro certeiro, simplesmente genial. Naquele sábado à tarde, abrindo o mês de aniversário da cidade, o protagonista era Eduardo, conversando com as pessoas. Junto com tudo isso, a Orquestra Sinfônica Municipal, sob a regência da maravilhosa maestrina Claudia Ferez, um capítulo à parte na trajetória musical do município. Como sou do tempo dos bancos de cimento da praça, das bancas de jornal laterais, dos jardins, e da Banda que tocava ali, em bom e alto som, meu pensamento voou.
Confesso que lavei a alma. Ali, naquela praça, na frente daquela obra escandalosa, em que o coreto deixou de ser de domínio público, que uma casa foi armada para conter os ímpetos julgados desvairados, ali, exatamente ali, dando as costas para tudo aquilo, a irreverência inteligente, perspicaz, saborosa de Eduardo Dussek. Os mais jovens curtiram, os mais velhos cantavam e se deliciavam relembrando as músicas que animaram os tempos da boa folia dos anos 80 e 90, quando explodiam as inspirações de alegrias do meu Brasil.
Dussek compôs segundo seus próprios números, mais de 600 canções, gravadas por artistas e grupos de calibre tal qual Ney Matogrosso, As Frenéticas, Maria Alcina, dentre muitos outros. Estudioso de música, desde a infância, sua posição e postura frente ao tom é diferente. Achando graça e fazendo graça e humor e sátira de tudo o que vê, mergulha e faz mergulhar cada cidadão que, desconfiado, a essas alturas, em Jundiaí, tenta adivinhar o que vê. “Barrados no Baile”, “Folia no Matagal”, “Cantando no Banheiro”, “Cabelos Negros”, “Eu sou seu tipo”, “Rock da Cachorra”, foram alguns de seus sucessos. Teve lugar especial no primeiro Rock in Rio, em 1985. Em 1986 lançou “Dussek na sua”, com “Aventura” e com “Eu Velejava em Você”, uma das mais ouvidas músicas da MPB, depois regravada por Zizi Possi.
O mês apenas começou. Um brinde ao que ainda está por vir! Parabéns Prefeitura, parabéns Jundiaí, por esse aniversário. Siga a programação. Um grande, divertido e musical Natal para você.

MARGARETH ARILHA é psicanalista e pesquisadora do Nepo (Núcleo de Estudos em População Elza Berquo), da Unicamp

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