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Maria Cristina Castilho: Amo minha igreja

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE | 07/03/2019 | 07:30

A Igreja onde professo a minha fé, Católica Apostólica Romana, tem sido manchete em reportagens amargas, que vão de abuso sexual infantojuvenil à proximidade com a corrupção. Os responsáveis por esses descalabros, indivíduos que repetiam que acreditavam na Igreja, agiram de maneira diversa e feriram, de forma profunda, vulneráveis. Membros do clero ou leigos, mas não o sacerdócio ou o laicato em sua maioria. É tempo de purificação e o Papa Francisco trata bem essas questões todas: na verdade, sem silêncios macabros e na lei. É nessa Igreja que Deus me fala de Seu Amor, que ser humano algum consegue anular. Ela é para vivência pessoal com o Altíssimo e não para crença em terceiros.
Esses fatos, que lamento, não abalam a minha fé e gratidão. É a Igreja onde alguns tentam se impor com ideologias estranhas ou usá-la para interesses pessoais como partidários, de enriquecimento material, de poder e sexuais, contudo, não sobreviverão, pois o que não é de Deus não permanece.
Igreja dAquele que espero e amo: Jesus Cristo. De Maria, bendita dentre todas as mulheres, que me convida a acalmar os medos e a fazer tudo aquilo que seu Filho me disser, para fortalecer a minha esperança como se encontra no Salmo 36 (37), 5: “Confia ao Senhor a tua sorte, espera nEle, e Ele agirá”.
Igreja de São José, que tanto ensinou, com seus silêncios, sobre comunhão com Deus e o colocar-se na vontade do Senhor. Dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, de meu Anjo da Guarda, dos Santos: Pedro, Teresinha do Menino Jesus, João da Cruz, Teresa d’Ávila, Teresa de Calcutá, Francisco de Assis, Antônio de Pádua, Bento, Josephina Bakhita, João Paulo II, João XXIII, Edith Stein; dos Beatos Van-Thuan e Maria-Eugênio do Menino Jesus…
Igreja que oferece o perdão de minhas misérias, através do Sacramento da Penitência, e o alimento da vida eterna na Eucaristia.
Igreja que dá sentido às alegrias, tristezas, temores, incertezas, às ausências, chegadas… Fonte de vida, que me carrega e oferece paz. Do Santo Espírito que disponibiliza Seus dons, para que eu possa melhor servir o Reino do Céu e amar todos meus irmãos, em especial os excluídos.
Respeito todas as Igrejas e Credos, mas a Igreja Católica, amo demais e reverencio o Papa, Cardeais, Bispos, Sacerdotes, Religiosos, Religiosas, Diáconos coerentes com o sim que disseram ao Senhor.

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE é professora e cronista

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE ARTICULISTA

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE
ARTICULISTA


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