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Martinelli: Ter sabedoria para suportar a ingratidão…

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI | 01/07/2018 | 05:05

Realmente uma das piores coisas que pode nos acontecer é ser alvo de ingratidão, principalmente de pessoas as quais ajudamos ou confiamos demasiadamente. Num determinado momento, descobrimos que só tinham interesses próprios e seus propósitos, demonstrados posteriormente, eram exclusivamente pessoais e as intenções que maquiavam, eram apenas a de se favorecerem e aproveitarem das situações propiciadas. É extremamente difícil aceitar quadros desta natureza. Precisa-se muita fé em Deus a fim de superar o verdadeiro trauma que provocam, notadamente em função da surpresa no momento que se revelam.

O pior ainda é quando modificam a verdade dos fatos, passando-se por vítimas. Deturpam a realidade com uma facilidade fora do comum, próxima da interpretação de excelentes atores. E o não reconhecimento do que lhe é outorgado, que já é sério, acaba virando manifesta injustiça, piorando psicologicamente ainda mais as vítimas de comportamento ou atitudes das pessoas que de quaisquer formas indicam falta de gratidão. Há uma frase que marca muito bem isso, ou seja, “hoje sou um tanto faz para quem eu tanto fiz”.

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Atualmente a sociedade consumista nos afasta da solidariedade e da fraternidade, tornando-nos menos amistosos. No entanto, muitas vezes alguns indivíduos são levados a agirem dessa maneira por não obterem condições de suplantarem certas dores do espírito causadas por atitudes que acarretam danos de natureza íntima, prejudicando valores que compõem a personalidade e entre elas, podemos indicar a ingratidão, um ato ofensivo a integridade moral de outrem. São Bernardo disse com precisão: “A ingratidão é a inimiga da alma: desvirtua o merecimento, estraga as virtudes, corrompe os benefícios!

A ingratidão é vento abrasador que seca a fonte da benevolência divina” Em sentido contrário, a gratidão nos lembra das coisas positivas da vida. Faz-nos felizes com quem convivemos, sejam eles sujeitos queridos, um cidadão que conhecemos que foi atencioso conosco, ou mesmo um bem-te-vi que canta em nossa janela. E tenhamos certeza: ela se constitui num sentimento que se frutifica. Por isso, vamos sempre cultivá-la e não deixar para amanhã, o reconhecimento a alguém que pode ser manifestado hoje.

Na verdade, quem tem coragem de fazer o bem, tem que ter sabedoria de suportar a ingratidão. E principalmente, nunca se arrepender daquilo de bom que faz, mesmo diante de reações ásperas, injustas e inesperadas. Respeitar e pensar no próximo é a base da ética cristã. Precisamos ser capazes de procurar a satisfação de todos e não apenas em vantagens pessoais.

BREVE REFLEXÃO
“Sou muito grato às adversidades que apareceram na minha vida, pois elas me ensinaram a tolerância, a simpatia, o auto controle, a perseverança e outras qualidades que, sem essas adversidades, eu jamais conheceria” (Napoleon Hill)

*JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com)

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI


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