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Martinelli: Trinta e um anos de magistério na Faculdade de Direito Padre Anchieta

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI | 01/06/2018 | 03:00

Sem me preocupar em ser simplesmente agradável, mas num ímpeto afetuoso, extravaso aqui o meu imenso respeito a todos que integram a Faculdade de Direito do Centro Universitário Pe. Anchieta – alunos, professores, coordenadores e funcionários- bem como os integrantes da mantenedora e da direção de graduação. É que estou completando no dia 01 de junho de 2018, trinta e um anos ininterruptos de atividades no magistério nessa importante entidade de ensino e aproveito para cumprimenta-los e saudá-los, inclusive os que não estão mais lá, mas com os quais mantive e preservo relações amistosas.

(Foto: Arquivo/Jornal de Jundiaí)

(Foto: Arquivo/Jornal de Jundiaí)

Destaco ainda a permanente satisfação moral de verificar o sucesso dos estudantes e a alegria de compartilhar de suas amizades, durante e após o encerramento dos cursos. E pessoalmente aproveito para agradecer-lhes pelo estímulo, pela suficiente sensibilidade de detectarem e compreenderem certas atitudes e por auxiliarem na criação de um canal bilateral de comunicação, embasado no respeito e admiração mútuos.

Durante todo esse tempo procuro dosar o ritmo das aulas para torna-las agradáveis, contudo, sem deixar escapar o aspecto disciplinar. E, atento ao contexto social, econômico e político, dentre outros, por força da própria advocacia, tento aproveitar ao máximo os períodos disponíveis da cátedra. Preocupado em transmitir as ideias de forma sistematizada e racional, sempre tento buscar por melhores métodos didáticos que permitam uma sequência lógica no desenrolar dos vários segmentos da matéria ministrada

Por me afeiçoar a eles, dedicando-lhes sempre que possível o meu tempo, acabo tornando amigo da maioria, já que de uma determinada maneira, passam a entender os objetivos e as doses de idealismo que norteiam os atos de qualquer educador que leva a sério o seu ofício. Os laços afetivos se acentuam realmente, porque perdoam-me pelos eventuais excessos e irrascividade, já que às vezes sinto-me como se fosse o pai, outras o irmão mais velho dos jovens com os quais convivo. Além do mais, pugnamos por posturas democráticas sem nos afastarmos de uma série de aspectos motivacionais, lançados intencionalmente para juntos superarmos desafios, mantendo ainda um relacionamento cordial, maduro e também de aprendizagem com os mais velhos. E os supostos dissabores e as mágoas são superados pela gratificante recompensa de se executar um trabalho digno e edificante, reconhecido pelos mais interessados e suficiente para fazer olvidar todas as dificuldades da atividade educacional.

Além de revelar publicamente esta dimensão afetuosa cumulada com certo teor ideológico, declaro aqui também o meu imenso orgulho de integrar há tantos anos o corpo docente da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí, dotada de elevado nível que a tem projetado nacionalmente e responsável pela formação de excelentes advogados, magistrados, delegados e promotores. E foi nesta respeitável entidade que compreendi ainda mais que o compromisso de um educador não se restringe somente à formação cultural e profissional de seus educandos. Sua missão é mais ampla e abrangente, pois ela se constitui num exemplo e deverá contribuir, também de forma eficaz, para o crescimento pessoal dos mesmos.

Ao completar trinta e um anos no Anchieta, também rendo minhas sinceras homenagens aos companheiros de magistério que mostram aos futuros profissionais que o advogado possibilita o acesso das pessoas aos tribunais e sua atenção se assenta nos valores constitucionais da igualdade e da solidariedade, que consolidam e asseguram o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade como meta suprema de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional com a solução pacífica das controvérsias, relevando os princípios fundamentais da cidadania e da dignidade.


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