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Martinelli: uma data para louvarmos a vida

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI | 24/06/2018 | 05:25

São tantas as datas festivas desse mês e uma das mais importantes é 28 de junho, o Dia da Renovação Espiritual, comemorado em nosso país há alguns anos, ganhando cada vez mais adeptos e um caráter ecumênico também maior. Já se disse que em tempos de fortes mudanças sociais e espirituais esta celebração se torna um princípio simbólico para inserirmos mais um hábito positivo em nosso cotidiano. Foi criada para louvarmos a vida e agradecer a Deus pela nossa existência, trabalho e dedicação ao próximo. Seu principal objetivo é que todos, independentes de crença ou religião, se conectem com energias e conceitos positivos e edificantes para as suas almas. Incentiva-nos ainda ao culto de familiares e amigos, que estão sempre ao nosso lado dando força para seguirmos em frente, em nossa jornada terrena, nem sempre muito fácil.

(Foto: Arquivo/Jornal de Jundiaí)

(Foto: Arquivo/Jornal de Jundiaí)

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Desperta para uma reflexão sobre o que é realmente importante: será que estamos usando nosso tempo da melhor maneira possível? Devemos lembrar que o apego exclusivo as coisas materiais é um sinal notório de inferioridade, porque quanto mais o homem se prende aos bens do mundo, menos compreende sua destinação. Esquecemo-nos muitas vezes de que deste mundo nada se leva, a não ser bons momentos com aqueles que nos rodeiam e os atos de carinho, amor, afeto e respeito praticados em nossa convivência. Não se pode ter guia mais seguro do que tomar como medida do que se deve fazer aos outros, o que se deseja para si mesmo. Convida ainda a buscarmos uma renovação de nossa consciência, abrirmos nossas mentes e positivarmos nossos sentimentos.

Mais do que nunca precisamos entender que independentemente do que acreditamos e seguimos, somos todos iguais, compreendendo que o respeito e o amor são as bases para uma convivência social pacífica e ideal. Por outro lado, a vida é bem mais que “coisas”. Temos que tentar levá-la com espiritualidade relativa, para que os bens materiais não deixem de lado os preceitos e princípios reais. O famoso poeta português Fernando Pessoa, já dizia: “Sinto-me nascido a cada momento / para a eterna novidade do mundo”. Precisamos entender que o milagre da perfeição é obra de esforço, conhecimento, disciplina, elevação, serviço e aprimoramento no templo do próprio “eu”, pois a grandeza humana não consiste apenas em ter sabedoria e sim em sabermos usá-la. Ter fé em Deus e aceitar os percalços da vida tornam as dificuldades mais suportáveis. Ele nos concedeu a oportunidade de nos renovarmos todos os dias. Que tal começarmos imediatamente? Quem sabe assim não alcançaremos a verdadeira felicidade.

HOJE É DIA DE SÃO JOÃO
Junho é o mês de São João, Santo Antônio e São Pedro. Por isso, as festas que acontecem em todo o mês de junho são chamadas de “Festas Joaninas”, especialmente em homenagem a São João. Tanto que o nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros. O mais tradicional destes festejos é o que se comemora hoje e surgiu porque diziam que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam se visitar. Uma tarde, ela foi à casa da mãe de Jesus e aproveitou para contar-lhe que, dentro de algum tempo, iria nascer seu filho, que se chamaria João Batista. Nossa Senhora, então, perguntou-lhe: – Como poderei saber do nascimento do garoto? – Acenderei uma fogueira bem grande; assim você de longe poderá vê-la e saberá que Joãozinho nasceu. Mandarei, também, erguer um mastro, com uma boneca sobre ele. Santa Isabel cumpriu a promessa. Um dia, Nossa Senhora viu, ao longe, uma fumacinha e depois umas chamas bem vermelhas. Dirigiu-se para a casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia vinte e quatro de junho. Começou, assim, a ser festejado São João com mastro, fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, balões (hoje proibidos), comidas especiais (típicas), danças, etc…

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com)

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI


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