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Messias Mercadante: As relações internacionais

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO | 01/08/2018 | 05:30

Duas condicionantes são preponderantes e bases para as trocas internacionais: os atributos dos recursos naturais e os atributos construídos. As trocas ocorrem num processo de complementaridade e interdependência e decorrem das iniciativas autônomas de empresários de exportar e importar. Da mesma forma, os investimentos diretos dos estrangeiros, também denominados de formação bruta de capital fixo, ocorrem por interesses econômicos, autonomamente.

As operações de comércio exterior foram ampliadas a partir dos séculos 16 e 17 com os mercantilistas, que tinham como “ideia central” vender mais e comprar menos dos estrangeiros, para acumular riquezas e manter a hegemonia e o poder. Nesse período e, em decorrência, surgiu a Revolução Comercial. A partir do séculos 18, o mundo vivenciou a Revolução Industrial, com berço na Inglaterra, sob o pensamento predominante do economista clássico Adam Smith, do Liberalismo Econômico, do “Laissez-Faire”, que foi acompanhado por David Ricardo. Este introduziu a Teoria das Vantagens Comparativas e Relativas para as trocas entre os países.

E o mundo caminhou por todos esses séculos com o exato entendimento da importância para os países do comércio internacional.
Após a Segunda Guerra Mundial, deu-se o início à formação de blocos econômicos, sendo o primeiro, a partir de 1948, o do Mercado Comum Europeu, com cerca de 20 países integrados comercialmente e, mais tarde, com o livre comércio de mercadorias e serviços. Atualmente, evolui para 27 países e a chamada “Eurolândia”, com a moeda comum – o euro.

No início dos anos 80, o economista inglês James Wolfensohn, presidente do Banco Mundial, propagonizou o pensamento predominante da “globalização das economias”, com os pressupostos de maior abertura comercial, em particular, das economias emergentes, com redução das práticas protecionistas e maior integração dos países no mercado global. Atualmente, o presidente americano, Donald Trump, deu um passo para trás e introduziu medidas contraditórias, com a chamada “guerra comercial”, dificultando o livre comércio com a China, Europa e colocando em risco o Nafta – Tratado de Livre Comércio dos EUA com o Canadá e o México.

MESSIAS MERCADANTEDIRETOR ADMINISTRATIVO DA CAMARA MUNICIPALECONOMISTASerá uma grande perda para o mundo, uma trava no comércio mundial, principalmente, a partir deste ano, em que as maiores economias experimentam desempenhos auspiciosos de desenvolvimento econômico, que podem ser sustentáveis por vários anos à frente. O presidente da China, Xi Jinping fez, recentemente, com sabedoria, a seguinte declaração: “O mundo enfrenta uma escolha entre cooperação e confronto. Aqueles que buscam hegemonia econômica só vão acabar se machucando”. Eis a questão!

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é professor da UniAnchieta, autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP – e gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. E-mail: messiasmercadante@terra.com.br


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