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Messias Mercadante: Inovação

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO | 05/06/2019 | 07:30

A história econômica nos revela que os países, as empresas e as sociedades sempre buscaram, na inovação e nas iniciativas inovadoras, a sustentabilidade dos seus objetivos de progresso e bem-estar. Na Revolução Comercial, nos séculos XVI e XVII, a predominância ocorreu com as conquistas dos mares, na intensiva troca de artesanatos e outros produtos por especiarias nativas.

Na Revolução Industrial, nos séculos XVIII e XIX, do pensamento predominante do “Laissez-Faire”, do Liberalismo Econômico, a predominância da eficiência da divisão do trabalho, da produção em série e o grande incremento das exportações.

Passados os períodos da Primeira Guerra Mundial, da Grande Depressão de 1929 e da Segunda Grande Guerra Mundial, o mundo concentrou esforços e trabalhou na reorganização geopolítica global, na estruturação das grandes organizações, como o FMI (Fundo Monetário Internacional); do BIRD (Banco Mundial); da ONU (Organização das Nações Unidas); da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e, em sequência, na formação dos Blocos Econômicos, como, em 1948, o Mercado Comum Europeu.

Em sequência, muitos blocos econômicos foram se estabelecendo, como os Tigres Asiáticos, o Nafta, o Mercosul e outros. Está, neste momento, emergindo um Bloco Econômico dos Países Africanos, com um mercado global de 1,2 bilhões de consumidores.

Voltando ao tema de “iniciativas inovadoras”, nos anos 80, o economista inglês James Waltellshon, presidente do Banco Mundial, trabalhou a partir das economias desenvolvidas, a nova ordem econômica mundial, da “globalização econômica”.

Uma engenharia econômica bem idealizada que, em função da vantagem comparativa, tecnológica, financeira e capacidade de inovação dos países desenvolvidos, propiciou a hegemonia desses países em relação aos países periféricos.

No final do século XX e início deste século XXI, o mundo desenvolvido caminhou para chegar à 4ª Revolução Industrial, da indústria 4.0, da internet das coisas, da robotização, que culminou em uma febre mundial de startups, que vem revolucionando os negócios em todo o mundo.

Aqui no Brasil, as Startups evoluem com a impar criatividade da juventude brasileira e, como já vem ocorrendo, atraindo investidores de todos os continentes, como a China, USA e Europa. Nesta etapa, o Brasil já vem surpreendendo o mundo e poderá ser um grande campeão.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é professor da UniAnchieta, autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial”; gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. E-mail: messiasmercadante@terra.com.br


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