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Messias Mercadante: O livre comércio mundial

MESSIAS MERCADANTE - opiniao@jj.com.br | 07/03/2018 | 05:52

Em outubro de 1944, já ao término da 2ª Guerra Mundial, aproximadamente 100 países, reunidos em Bretton Woods – Estados Unidos -, criaram o Fundo Monetário Internacional (FMI) e, ao mesmo tempo, o Banco Mundial (BIRD) e o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento, esse para financiar a reconstrução da Europa, combalida pela guerra. Arquitetou-se assim, um projeto para a recuperação da economia mundial. Poucos anos depois, ocorreu a chamada Rodada do Uruguai, com cerca de 95 países, oportunidade em que foi criado o GATT – Acordo Geral de Tarifas e Comércio (General Agreement on Tariffs and Trade). O objetivo foi estabelecer um comércio mais livre, portanto, com menos protecionismos unilaterais, de forma a fortalecer o comércio internacional dos países e o desenvolvimento econômico mundial.

MESSIAS MERCADANTEDIRETOR ADMINISTRATIVO DA CAMARA MUNICIPALECONOMISTA

Em 1995, o GATT foi substituído pela OMC – Organização Mundial do Comércio -, com poderes para estruturar um conjunto de regras que regulasse o comércio internacional e, pela arbitragem institucional, o estabelecimento de princípios básicos de redução das barreiras comerciais, a não discriminação comercial entre os países e a compensação aos países prejudicados por aumentos unilaterais de tarifas alfandegárias e ações protecionistas. O comércio mundial evoluiu e ampliou os benefícios do bem-estar social, proporcionados pelas trocas internacionais. A formação de blocos econômicos como o Mercado Comum Europeu (União Europeia), com cerca de 27 países da Europa; o MERCOSUL, com Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai (a Venezuela atualmente está suspensa); e o NAFTA – livre comércio entre EUA, Canadá e México – corroborou para a ampliação do comércio intra-blocos e de forma global, sustentavelmente, de forma positiva.

No momento atual, o presidente dos EUA, Donald Trump, vem, de forma relativamente contínua, agindo na direção contrária das evoluções acima. De princípio, já afirmou que irá cancelar a participação no NAFTA, considerando prejudicados os interesses americanos nesse comércio. Anunciou agora, unilateralmente, a imposição de sobretaxa de 10% às importações de alumínio e de 25% para o aço. Um retrocesso ao livre comércio mundial, o início de uma guerra comercial e um difícil trabalho para a OMC.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é professor da UniAnchieta, autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP – e gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. E-mail: messiasmercadante@terra.com.br


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