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Messias Mercadante: O respeito ao povo brasileiro

MESSIAS MERCADANTE | 06/06/2018 | 02:01

O episódio da greve dos caminhoneiros deixou marcas significativas no País, que resultaram em elevadas perdas à atividade econômica e ao emprego. A redução de R$ 0,46 no preço do litro do óleo diesel representa, de imediato, uma vitória da classe e, também, um benefício que irá se materializar, gradativamente, na atividade econômica. Uma grande perda foi a saída de Pedro Parente da presidência da Petrobrás. O pano de fundo dessa crise está associado às decisões políticas dos governos anteriores, a partir de 2009, que estimularam, com crédito fácil, subsidiado e de longo prazo, a compra de bens duráveis, entre eles, caminhões, cuja frota cresceu cerca de 40%, sem contrapartida de crescimento econômico e, consequentemente, de cargas para serem transportadas. Com a oferta maior que a demanda, os valores dos fretes caíram e os custos aumentaram.

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E outro cenário, mas com o mesmo pano de fundo da crise, está a Petrobrás. A empresa tivera seus cargos diretivos designados politicamente e, como consequência, a maior empresa brasileira teve um peso forte para a vitória nas eleições presidenciais, com a retórica “O petróleo é nosso e a Petrobras não pode ser entregue aos estrangeiros (leia-se, privatizada), porque pertence ao povo brasileiro”. A Petrobras acabou saqueada e usada como instrumento de política econômica, vendendo combustíveis subsidiados e, portanto, com prejuízos, além de inúmeros investimentos, no Brasil e no Exterior, com sobrepreços e outros com baixo retorno, ou até perdas, como no caso da camada do pré-sal. O conjunto desses fatos deixou a empresa à beira da falência.

Contratado para o grande desafio de recuperar a maior empresa do Brasil, o eminente profissional Pedro Parente e sua equipe empreenderam ações corretivas, como a venda de ativos pertencentes à empresa, a redução de custos e uma política de preços dos combustíveis conforme as variações do barril do petróleo no mercado internacional. Nos últimos seis meses, o preço do barril de petróleo passou de US$ 30, para US$ 80. Os preços internos, consequentemente, também subiram e, num momento de recessão econômica – herança dos governos anteriores -, os custos ficaram insuportáveis para os caminhoneiros. Essa é uma lição que nós brasileiros precisamos aprender. O Brasil não precisa de presidente populista, que promete ações de maior bem-estar para todos, com elevado crescimento econômico, empregos, renda, segurança, melhorias na saúde, educação e menor carga tributária. Precisamos sim, de tudo isso, mas com responsabilidade fiscal e respeito ao povo brasileiro.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é professor da UniAnchieta, autor do livro “O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial” – Ed. M. Books – SP – e gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. E-mail: messiasmercadante@terra.com.br

MESSIAS MERCADANTE


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