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Natal, novos tempos

CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI | 19/12/2019 | 07:30

O primeiro Natal começou a ser celebrado nas vésperas do nascimento de Jesus, quando, segundo a Bíblia, os anjos anunciaram a Sua chegada. Nessa altura, o imperador Augusto determinou o recenseamento de toda a população do Império Romano por causa dos impostos, tendo cada pessoa, para o efeito de se registrar na sua localidade.

O Novo Testamento refere que José partiu de Nazaré para Belém, para se recensear, e levou com ele a sua esposa, Maria, que esperava um Filho. Ao longo da viagem, chegou a hora de Maria dar à luz e, como a cidade estava com os albergues completamente cheios, tiveram de pernoitar numa gruta.

Foi nessa região da Judeia e no tempo do rei Herodes que Jesus nasceu. Diz a Bíblia que um Anjo desceu sobre os pastores que guardavam os seus rebanhos durante a noite e disse-lhes: “deixai o que estais a fazer e vinde adorar o menino, que se encontra em Belém e é o vosso Redentor”.

Os pastores foram apressados procurar o lugar indicado pelo Anjo, e lá encontraram Maria, José e o menino. Ao vê-lo, espalharam a boa nova. Os Evangelhos de S. Marcos e S. Mateus relatam a história do nascimento de Jesus e, ao contrário do que julgávamos, Jesus não teria nascido no Inverno, mas na Primavera ou no Verão. Os pastores não guardariam os rebanhos nos montes com o rigor do Inverno.

Em relação à data do nascimento de Jesus, existem também algumas dúvidas. A estrela que guiou os três Reis Magos até à gruta de Belém deu lugar a várias explicações. Alguns cientistas afirmam que deverá ter sido um cometa. No entanto, nessa altura não há registro que algum cometa tivesse sido visto. Outros dizem que no ano 6 ou 7 a. C. houve um alinhamento dos planetas Júpiter e Saturno mas também não é muito credível para que se considere esse o ano do nascimento de Jesus.

Por outro lado, a visita dos Reis Magos é comemorada 12 dias depois do Natal (Epifania) sendo tradicional festejar este acontecimento em pleno Inverno, a 6 de Janeiro.

O cálculo mais engenhoso baseava-se na idéia de que, uma vez que se parte do princípio de que Cristo terá morrido a 25 de Março, deve também ter sido concebido a 25 de Março, porque o seu tempo na Terra tinha de ser um número perfeito de anos. Nove meses depois de 25 de Março, temos 25 de Dezembro e, desta forma, pode justificar-se a data escolhida oficialmente. Feliz Natal, nascimento de Jesus Cristo!

CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI é professor universitário e Diretor de Gestão Empresarial e de Sucessão Familiar da Maxirecur Consulting, pellegrini@maxirecur.com.br, www.maxirecur.com.br


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