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O eclipse da lua de janeiro de 2019

PAULO BRETONES | 20/01/2019 | 05:00

Na noite de 20 para 21 de janeiro, de domingo para segunda, observadores de várias partes do mundo terão a oportunidade de observar um eclipse total da Lua, visível no Pacífico, Américas, Europa e África. Denomina-se eclipse ao obscurecimento parcial ou total de um corpo celeste pela interposição de outro. A palavra eclipse vem do grego ekleipsis, que significa abandono, desmaio, desaparecimento.

É uma das raras chances de observar-se um espetáculo tão belo da natureza. Embora os eclipses solares ocorram em maior número, vemos com mais frequência os lunares, por serem observados em áreas consideravelmente superiores à metade da Terra.

Na noite de domingo, a Lua irá nascer às 19h38min em São Paulo, mas às 01h33min, a Lua cheia começará a “mergulhar” na sombra da Terra.

Assim, uma linha divisória surge como um entalhe no bordo lunar e penetrando cada vez mais até que às 02h41min a Lua estará toda coberta pela sombra de nosso planeta. Isso vai até às 03h43min quando começará a sair da sombra até que à 04h51min sairá por completo e estará novamente toda iluminada pelo Sol. Desta forma, o meio do eclipse ocorrerá às 03h12min quando a Lua estará a cerca de 38 graus de altura sobre o horizonte.
Os eclipses lunares ocorrem quando a Lua penetra no cone de sombra da Terra, o que só pode acontecer na fase de Lua cheia pelo seguinte: A Terra gira ao redor do Sol num plano.

Por exemplo, supondo que o Sol esteja no centro da face superior de uma mesa, a Terra se move em torno do Sol no nível desta superfície. Ao mesmo tempo a Lua gira em torno da Terra, mas o plano de órbita lunar é inclinado um pouco mais de 5º em relação à face da mesa. Embora a Terra projete sempre a sua sombra não a percebemos porque geralmente a Lua passa acima ou abaixo da sombra. Assim, quando a Lua cruza o plano da órbita da Terra, ou seja, passa por um nodo, e, além disso, o Sol, a Lua e a Terra ficam alinhados, ocorre um eclipse lunar. A sombra da Terra projetada no espaço se estende em forma cônica por cerca de 1,38 milhão de quilômetros e com um diâmetro de cerca de 9 mil quilômetros na distância onde está a Lua.

Desta vez teremos outra super lua, termo cunhado pelo astrólogo Richard Nolle, que não é o nome oficial dado pela astronomia, mas um folclore dos dias atuais. Como a Lua gira ao redor da Terra numa órbita elíptica, fica mais próxima no perigeu, que pode chegar a 356.400 km e mais afastada, no apogeu, a até 406.700 km de nosso planeta. Isto leva a uma pequena variação de tamanho angular e no seu brilho. Quando a Lua cheia ocorre perto do perigeu, a Lua pode ficar até 14% maior e 30% mais brilhante do que a Lua cheia do apogeu. No dia 21 de janeiro teremos uma Lua cheia às 03h16que passará pelo perigeu às 17h59 a uma distância de 357.344 km da Terra. A próxima super lua ocorrerá 19 de fevereiro de 2019.

PAULO S. BRETONES é professor do Departamento de Metodologia de Ensino da UFSCar. Site: www.paulobretones.com.br
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