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O samba do crioulo doido

CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI | 16/07/2020 | 05:08

Os brasileiros precisam encontrar um estadista que unifique a nação, nos livre da desordem e coloque o país nos trilhos. A expressão do título é usada para se referir a coisas sem sentido e sem nexo, sendo homônima ao “O Samba do Crioulo Doido”, canção satírica composta pelo escritor e jornalista Sérgio Porto, vulgo Stanislaw Ponte Preta, em 1966, para o Teatro de Revista, onde ironizou a obrigatoriedade imposta às escolas de samba de retratarem nos seus sambas-enredo fatos históricos.

Olhem a militância do Supremo Tribunal Federal. Sim, são militantes, praticamente políticos de oposição. Analisem o governador “João Fique em Casa”. Levou quase 90 dias para apresentar o Plano São Paulo, aquele que deveria ter sido usado desde o início da pandemia. Observem a falta de sensatez da oposição, ainda cultuando o passado e marginais. Para tal, quem não tem bandidos de estimação é “gado”.

Faz sentido Bolsonaro defender incondicionalmente sua quadrilha familiar? Olhem o “cabidão chinês” que se tornou a Organização Mundial da Saúde, tendenciosa, sem rumo e dando “uma bola mais fora que a outra”. Acompanhem o jornalismo da Rede Globo. Ali demonstram um país em extinção, jornalismo de obituário. Observem o Senador Davi Alcolumbre, presidente do Congresso Nacional, engavetador mor que nada frutifica em suas mãos.

Sabem o deputado Rodrigo Maia, o “Botafogo” da Construtora Odebrecht? Esse é o exemplo do que existe de pior na política nacional. “Foi em Diamantina, onde nasceu JK, que a Princesa Leopoldina arresolveu se casá mas Chica da Silva tinha outros pretendentes e obrigou a princesa a se casar com Tiradentes, o bode que deu vou te contar, Joaquim José que também da Silva Xavier, queria ser dono do mundo das estradas de Minas, seguiu pra São Paulo e falou com Anchieta, o vigário dos índios, aliou-se a D. Pedro e acabou com a falseta, da união deles dois ficou resolvida a questão e foi proclamada a escravidão, assim se conta a história, que é dos dois a maior glória da Leopoldina, virou trem e D. Pedro é uma estação também . O trem tá atrasado e já passou.”

A situação reinante no Brasil me lembra a letra desse samba. Não conseguiremos resolver os problemas do Brasil de uma só vez, mas temos que insistir e fazê-lo. Nas eleições municipais de 2020 vamos trocar todos bandidos que as redes sociais desnudam. Já em 2022, nas eleições majoritárias, devemos fazer uma limpeza ética na política nacional.

CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI é professor universitário e diretor de Gestão e Sucessão Empresarial da Maxirecur Consulting


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