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Paulo Bretones: O Ano Internacional da Tabela Periódica

PAULO SERGIO BRETONES | 16/04/2019 | 07:30

A ONU proclamou 2019 como o Ano Internacional da Tabela Periódica, com o objetivo de “aumentar a sua consciência global e a educação em ciências básicas”. Há 150 anos, o químico russo Dmitri Mendeleev apresentou pela primeira vez a organização dos elementos numa forma parecida com a atual. A tentativa de agrupar substâncias ou elementos com propriedades semelhantes vem desde tempos antes de Cristo, principalmente no que se refere aos metais. A matéria é feita de átomos, que têm núcleos com prótons e nêutrons e elétrons ao seu redor. Desde a primeira ideia e o termo criado pelos antigos gregos, vários modelos foram estudados por Dalton, Thomson, Rutherford, Böhr e outros. Hoje entendemos os elementos como sendo um conjunto de átomos que têm o mesmo número atômico ou prótons em seu núcleo. Contudo, os elementos podem ter átomos com diferentes números de nêutrons, os isótopos, levando a diferentes números de massa. Por causa disso, uma quantidade de átomos, por ter certa proporção de isótopos encontrados na natureza, tem uma média dos números de massa, o que leva à chamada massa atômica. A tabela periódica, como aprendemos na escola apresenta os elementos ordenados conforme suas propriedades periódicas, físicas e químicas, classificados como metais, não-metais, semimetais e gases nobres e mostrando: símbolo, nome, número atômico e massa atômica. Os elementos estão dispostos em colunas verticais chamadas de famílias e linhas horizontais chamadas de períodos. Exemplos de famílias são os metais alcalinos, os metais alcalino-terrosos, os calcogênios, os halogênios e os gases nobres, atualmente identificados de 1 a 18. Os nomes e símbolos foram evoluindo ao longo da história. Desde os considerados elementos na antiguidade como: água, terra fogo e ar, passando por metais que tinham símbolos associados aos astros pelos alquimistas como: Ouro (Sol), Prata (Lua), Cobre (Vênus), Ferro (Marte), Mercúrio (Mercúrio), Chumbo (Saturno) e Estanho (Júpiter). Dalton e outros propuseram várias representações, mas o sistema usado atualmente foi proposto por Berzelius, sugerindo que os símbolos dos elementos fossem derivados de seus nomes em latim. Alguns têm apenas uma letra como o hidrogênio e o oxigênio, que fazem a fórmula da água (H2O). Para outros, existem duas letras sendo a primeira maiúscula e a segunda minúscula, como o Sódio (Na) devido ao seu nome em latim, Natrium, que faz parte da fórmula do sal de cozinha(NaCl). Sem dúvida nenhuma, a humanidade não teria chegado aonde chegou sem a ajuda da Química. Além disso, não teríamos esta variedade de elementos se não fosse sua origem desde o início do Universo, no Big Bang passando pela evolução das estrelas. Em outras palavras, podemos dizer que somos irmãos das pedras e filhos das estrelas!

PAULO S. BRETONES é professor do Departamento de Metodologia de Ensino da UFSCar. Site: paulobretones.com.br

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