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Pellegrini: eleições para presidente em 2018

CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI - opiniao@jj.com.br | 01/03/2018 | 05:54

Que Brasil você quer nos próximos quatro anos? Educação, saúde, segurança pública, reforma fiscal, reforma política, sustentabilidade… Não podemos fazer da corrupção o tema decisivo das eleições majoritárias de 2018. Em todos partidos há políticos honestos e desonestos e certamente não passarão despercebidos do eleitor. Já quanto aos partidos, sua diferença está no tamanho e nas funções que projetam para o Estado.

ARTICULISTA CARLOS HENRIQUE PELLEGRINIAnalisando o passado recente, na campanha do segundo turno de 2014, Dilma Rousseff desengavetou a privatização onde Aécio Neves foi carimbado como aquele que iria vender do Estado. Já Aécio tentou provar que Dilma era chefe de toda contravenção existente no País. Canalhas. Trabalhando muito bem no plano simbólico, a candidatura Dilma tentou transmitir a mensagem que com o governo do PT não tinha riscos para a manutenção dos programas de assistência social existente naquela época. Para o PSDB não foi um tema fácil de enfrentar. Percebam que esses dois péssimos candidatos polarizaram o debate em duas ou três questões e deu no que deu. Como exemplo, todos concordam que o problema mais grave no Brasil é a enorme distância entre os mais ricos e os mais pobres. Programas de assistência são caros, absorvem recursos preciosos e, não raro, reproduzem antigos vícios da política brasileira, como corrupção, provincianismo e paternalismo.

Mas as últimas urnas mandaram a mensagem bastante clara de que o brasileiro não quer o desmonte do arremedo de Estado provedor. Se o preço a pagar para ter um maior desenvolvimento econômico é o sacrifício dos programas de assistência social existentes, que se cresça com menos ímpeto. Se o recado é este, o desafio do País é combinar o Estado provedor com uma economia competitiva. Importante destacar que, no pleito de 2018, segurança pública será o segundo maior assunto. Há de se combater as causas e não as consequências. O candidato que defender e trouxer soluções para educação, crescimento econômico, segurança pública e reforma política sairá na frente e provavelmente será nosso presidente por quatro anos. Olhem que interessante… Lula, criminoso sentenciado, está fora do pleito e velhas raposas como Geraldo Alckmin não mais levantam a torcida e não têm chances. Estou ansioso para entender e participar dessa eleição. Será diferente, mudará o Brasil e será histórica.

CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI é professor universitário e diretor de Gestão Empresarial e de Sucessão Familiar da Maxirecur Consulting / pellegrini@maxirecur.com.br


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