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Porque não se deve mentir no currículo

LARISSA GONÇALVES  | 08/07/2020 | 05:28

A porta de entrada do candidato para a empresa é o currículo. Com ele, o candidato consegue apresentar suas competências para os recrutadores. Por isso, na ânsia pela contratação, muitos tendem a florear suas experiências profissionais ou estudos, deixando o currículo mais atrativo.

Pode parecer inocente, a princípio, exagerar nas características do próprio currículo, mas quem cogita isso deve saber de antemão que a tendência é que mais atrapalhe o profissional do que o ajude. O primeiro motivo para isso é que, mesmo que o candidato consiga passar na entrevista e inicie o trabalho, não terá aptidão para as áreas sobre as quais mentiu. Isso é ruim tanto para o candidato quanto para a empresa que vê seus processos atravancados por não ter, de fato, o profissional que pensou ter contratado.

Outro fator a ser considerado é a demonstração da falta de ética e o constrangimento perante a equipe. Algumas mentiras são muito comuns e costumam ser identificadas facilmente por nós recrutadores. A primeira delas é referente ao salário. Para tentar angariar um valor maior no próximo emprego, muitos aumentam os dados de quanto ganhavam. Não aconselhamos seguir por este caminho, pois normalmente conhecemos a média salarial exigida para o cargo.

Outra entre as mais comuns é mentir sobre a universidade em que se graduou ou habilidades que não têm efetivamente, como inglês fluente, por exemplo. Há cargos que exigem formação específica e que, na primeira prova escrita ou entrevista oral, já se nota a diferença entre o real e o que se conta no currículo. É aconselhável ser claro quanto às habilidades, pois elas podem ser testadas futuramente, nos momentos menos esperados.

Muitos também querem impressionar e acreditam que adicionar experiências como voluntário irá facilitar a contratação, mas não passam autenticidade na entrevista. Outros não comentam as demissões. Este é um ponto que merece ser explicado. Não existe problema em dizer que foi demitido, é algo considerado normal – diversas vezes observamos reestruturações ou cortes de gastos em empresas.O que o candidato deve evitar, no entanto, e isso sim é um fator que pode impedi-lo de seguir num processo seletivo, é falar mal da empresa anterior, mesmo que a demissão não tenha sido amigável.

Sabemos da importância de se destacar no mercado de trabalho, mas isso deve ser feito por meio de especializações reais. As experiências do profissional contam muito mais do que um currículo bastante floreado. Outra dica, caso queira melhorar o currículo, é usar o período de quarentena para desenvolver habilidades que queira adquirir ou que ache importantes para a carreira.

LARISSA GONÇALVES é coordenadora da Luandre Jundiaí.


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