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Renato Nalini: Renovar é preciso

JOSÉ RENATO NALINI | 26/05/2019 | 07:30

A humanidade caminha rumo ao desastre inevitável, se não se renovar e com urgência insólita. As agressões contra a natureza tornam o planeta espaço inóspito para qualquer espécie de vida. Não é a Terra que corre perigo. É quem nela habita.

O uso de combustíveis fósseis favoreceu uma espécie de desenvolvimento descompromissado com a sustentabilidade. Poucos os lúcidos que percebem a gravidade no uso contínuo de carvão, de petróleo e de gás.

A busca por matrizes energéticas mais limpas é o desafio posto à consciência humana. O prazo de transição se encurta. O momento é crítico. Usinas solares e eólicas precisam substituir as atuais fórmulas de produzir gasolina e óleo diesel. A empresa norueguesa Statoil até mudou seu nome para Equinor, para eliminar a referência ao óleo que trazia em sua marca. Já trabalha com o direcionamento de 20% de seus investimentos globais para a pesquisa de energias renováveis.

Outra companhia francesa, a Total, também prioriza o setor elétrico e criou uma divisão de novos negócios destinados à busca de fontes renováveis, eficiência energética e gás natural. Este combustível é considerado uma fonte fóssil de transição, porque emite menos carbono do que as atuais.

O Brasil tem um potencial natural magnífico. É considerado um dos cinco melhores países para investimentos em novas energias. Vê-se com grande otimismo a descentralização do consumo de energia elétrica, mediante expansão do mercado livre. Por ele, o consumidor contrata diretamente com o gerador e não com a distribuidora.

A dimensão brasileira, sua costa marítima e sua posição nos trópicos são fatores favoráveis a que o País se destaque e não se iluda com a duração do petróleo, mas procure diversificar suas matrizes. Os ventos, o sol, as marés, o aproveitamento de tudo aquilo que hoje é arremessado in natura no ambiente, podem sustentar as necessidades do porvir, sem comprometer esse patrimônio imenso hoje submetido à inclemência e à ignorância que ainda persistem.

Além do etanol derivado da cana-de-açúcar, há possibilidade de produzi-lo a partir do milho. Mas para isso é urgente investir em logística e apressar a reforma tributária. O mundo tem pressa. O Brasil, mais pressa ainda. Precisa acertar as contas com o seu amanhã.

JOSÉ RENATO NALINI é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-Graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS 2019-2020.

 


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