Opinião

Retratos de glória


Quem ousaria apagar o halo de eternidade, em cujos pés, craques iluminados, registraram uma das mais belas histórias do futebol de salão em nossa terra. Times que alcançaram a consagração popular porque teve a virtude de um futsal mágico, privilégio de equipes predestinadas. Olha lá o celeiro da Esportiva, a garra do Credi City, o inteiro Meia Lua, o empolgante Clube da Fonte, Jaú F.C.,a vitoriosa Padaria Conceição, o rico Milionário, o gigante Bororó, o campeoníssimo Unidos, o inesquecível Cosmar, o exemplar Ipiranga, o grande São João, o valorizado Real, Azteca e Gebram, o Floresta e a glória da Morando. Tudo começou com o saudoso Natanael na famosa quadra do ACRE. Com o professor, juntaram-se Norival, Alceu, Quico, Bonassi, Bodinho, Nivaldo Camargo, Bento e esta grande personagem do salonismo, o mestre Dinho do Clube da Fonte. Treinadores de uma elite de excelentes jogadores. Sim. Quem há de discordar do rei Airton Tobias. De Nardinho, Deolindo, Davi, João Leite, Cavalete, Pavaneli, Robertinho,Aldinho, Sergio, o lendário Bira Chagas, seu sucessor Serginho Chagas, Rafael Terrão, Manfroti, Paulinho, Evanir e Deco, Mexerica, Xisté, Sergio Fernandes. Uma pausa para falar de Gerson Migoto, Bodinho, Cangica, Jair Tavares, Tição, Faixa, Chacra, Zaramelo, o meu amigo Polini, Nim, Ari, Piter, Varley, Paschoal, Tuim, Geraldo, Boca, Sudan, Bigua, Dulço. Olha aqui o registro do comentarista Moseli, Fabinho, Mexerica, Azulão, Enio Novak, Xeirinho, Becati, Kubtiza, Tadei, Marcão, Cidão, Celso goleiro, Celso Rã, Horácio japonês, Vinte e Oito, Zé Mica, Gordinho, Mainha. O nosso futsal foi o primeiro campeão dos Jogos Abertos, em Marília. Os reis dos jogos: Nim, Piter, Camilo, Gerson Migoto, Vicentinho, Polini, Átila, Paulão, Bira e o implacável artilheiro Zé Luis Rafael, que fez mais de 40 gols. Um aplauso especial ao personagem Ernestinho, craque na bola e na solidariedade. Todos os anos reúne este pessoal para o abraço saudoso destes tempos intangíveis. No campo social é um dos maiores batalhadores e entusiastas do projeto Peama, programa que transforma a vida de crianças com deficiência, no interesse pela atividade física. A vivenda dos Peixotos, a chácara da Cosmar, terá uma luminosidade própria de estrelas do nossa encantada ‘bola pesada’. O artilheiro Silvio Gebran estará marcante com seu largo sorriso vencedor. Quero observar, um por um, porque são personagens da própria história do futebol de salão da cidade. Eles guardam todos os sentimentos que Jundiaí viveu no futsal. Contemplarei cada semblante sem um pingo de pressa. Tudo que o tempo podia fazer de nós, deles de mim, já fez. Eles deram alegria e felicidade aos amantes da bola pesada. Meninos de ouro, bela metáfora que o futebol inventou para exaltar a glória de um tempo inesquecível. Para saudá-los, empresto as palavras do empresário Jovelino Peixoto: “Vamos sempre nos encontrar enquanto podemos, pois no futuro, só restará saudades desses bons momentos”. Sejam felizes. GUARACI ALVARENGA é advogado. E- mail: [email protected]

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