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Sociais em rede

EDUARDO CARLOS PEREIRA | 30/05/2020 | 07:00

Acontecem com alarde as atividades das artistas em seus estúdios e nas boas casas: Os jantares!

Em seu ateliê Adriana Varejão fez sua escultura de uma figura religiosa negra em 2020, na pesquisa de tons da pele brasileira. Nada de novo, mas, para quem coleciona, será um acontecimento social, cultural e comercial.

Muito antes dela, Vera Lucchini, com suas assemblages, vem discretamente criando e fazendo obras para uma grande exposição pós pandemia. Só para lembrar: Vera, nossa artista jundiaiense, é pioneira neste nicho contemporâneo.

Yeda faz seu mobili com muito cuidado aprontando sozinha isolada para apresentar em local certo logo após a pandemia… Inos, aqui o mais popular, tem trabalhos publicados em centenas de imagens no Google. Assim caminha a sociedade, que se isola mesmo, se diverte e faz como pode.

O #maspemcasa mostra pela terceira vez os trabalhos publicados pelos participantes a partir de obras do acervo, indicadas pelos curadores. Ganham as mais elaboradas e vão para a lista dos amigos do Museu. “Amigos MASP” são os que podem entrar o ano inteiro nas exposições do museu sem filas, têm descontos na loja e restaurante do MASP. (https://masp.org.br/apoie/amigo-masp)

As reuniões sociais e desfiles, somente uma vez por semana, para ir elegantemente ao supermercado. Lá, todos de máscara passam batidos, anônimos. De novo não sai na lista dos acontecimentos. Ações dissonantes da prefeitura tem destaque da ONU pelas sete ações inovadoras de combate ao covid-19, mas também desalinhamento entre as secretarias de planejamento, de obras e sem reconhecimento de conselhos que não funcionam durante a pandemia. Isso é consequência do distanciamento consolidado?

Na ouvidoria as mensagens são: “lavamos as mãos e temos 30 dias para responder”. Cada vez mais, os exemplos de prática da prefeitura se aproximam mais ao do fórum com datas e prazos que são “para vocês perdeu prazo, perdeu ação. Para nós o prazo é o que a lei determina”.

E dona Regina sai da quarentena, sai da cultura e vai para o cinema.  “Cinemateca”, o arquivo do audiovisual brasileiro, não merece uma especialista dessa competência, de última hora.

Obituário: aqui fica o nosso pesar, pela passagem de tantos artistas que foram para o céu encontrar Elis e todos e todas que brilham por lá.

EDUARDO CARLOS PEREIRA é arquiteto e urbanista.


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