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Sua alegria está bem nutrida?

JOSÉ RENATO NALINI | 27/02/2020 | 05:20

Depois de falar sobre o medo, que acomete todas as pessoas que conseguem enxergar em volta e não estão só preocupadas com o próprio umbigo, é preciso pensar em como administrá-lo.

Cada qual tem um organismo, um metabolismo, uma história, uma idiossincrasia. Os que têm preconceito podem achar que a crença, qualquer seja ela, possa responder a essa grave questão. Tão grave que as empresas estão tentando evitar que o número de funcionários com problemas psicológicos continue a aumentar.

A antropóloga Mirian Goldenberg – também vítima de ansiedade, insônia e distúrbios gastrointestinais – aprendeu a praticar sete atitudes positivas que talvez sirvam para outras pessoas.

São elas:

1. Cuidar da saúde: às vezes, questões insignificantes prejudicam o seu bem-estar. Procure não fugir do médico, nem se automedicar;

2. Valorizar o tempo: o que realmente vale a pena? O que tem significado para você? Não perca aquilo que ninguém pode devolver a você – os minutos, as horas, os dias, semanas, meses e anos – com atividades que nada representem ou que até o sacrifiquem;

3. Priorizar o projeto de vida: você tem um projeto? Já chegou lá? Entrou em desvios? Quer reformulá-lo?

E continuando:

4. Dizer não: evitar o que provoca doença, preocupação, irritação, desperdício de tempo. Isso é algo que tenho de aprender e praticar mais. Tenho sofrido com os “sim” que, por um equivocado sentido de dever e responsabilidade, tenho proferido, e dos quais só colho tristezas.

5. Faxinar a casa e a vida: deletar tudo o que é desnecessário, destrutivo e tóxico. Roupas, sapatos, livros, grupos de WhatsApp. Perdoar, esquecer os vampiros emocionais e rezar pelas almas penadas que parecem ter nascido apenas para nos santificar;

6. Agradecer à vida e ser grato a tudo o que acontece. Viver já é uma dádiva. Poder caminhar, enxergar, ouvir, pensar e se relacionar com o semelhante, um dom que precisa ser valorizado.

E finalmente,

7. Alimentar a alegria: acordar e estar vivo já é motivo para se alegrar. Há dificuldades, mas elas ficam muito mais penosas se reagirmos com irritação, revolta ou ira. A alegria é um canteiro no qual plantamos alguns vegetais do pensamento: paciência, humildade, resignação, tolerância, compreensão, compaixão, caridade, amor.

E aí, vamos deixar a tristeza de lado? “Tristeza, por favor, vai embora…”

JOSÉ RENATO NALINI é Reitor da Uniregistral, docente da pós-graduação da Uninove e Presidente da Academia Paulista de Letras – 2019-2020.


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