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Uma mensagem de Ano Novo

FÁBIO SORGE | 31/12/2019 | 05:00

Quando se escreve uma coluna que será publicada no último dia do ano, normalmente, se espera que ela traga uma mensagem de otimismo. De fato, Roberto Pompeu de Toledo, ao tratar desse assunto, escreveu com propriedade que “quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí, entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante tudo vai se diferente”.

E talvez, isso seja o mais importante no ano novo. A mudança de ânimo, de energia e principalmente, a vontade de fazer diferente que toma conta de cada um de nós.

A vida é repleta de mudanças, que as vezes assustam, mas são importantes para renovar as nossas esperanças. Trocar de emprego, mudar de casa e de companheira, são alterações de curso que fazemos em nossa trajetória e que nos trazem a crença de que as coisas realmente serão diferentes.

Por óbvio, alguém mais pragmático vai se lembrar que já viveu muitos anos e que as mudanças que presenciou são poucas e que os velhos problemas persistem, enfim, que a vida continua a ser difícil, com todas as suas decepções e adversidades.

De fato, não é a mudança no calendário que sozinha irá produzir alterações na vida de ninguém, também não é possível imaginar que criaturas imperfeitas que somos, iremos produzir um mundo perfeito.

Na verdade, muito da nossa felicidade ou tristeza, decorre da forma como encaramos os problemas e as dificuldades que enfrentamos e que sempre irão existir. É ilusão pensar que a nossa existência neste mundo será perfeita, sem conflitos, tristezas e frustrações.

Por isso, a mudança de ano, não só pode, como deve servir como uma recarga de ânimo, para enfrentar a vida como ela é, principalmente para se traçar novas metas e objetivos. Afinal de contas, quem não tem destino, viaja ao sabor do vento.

É preciso então, que façamos um balanço das coisas, as que foram positivas e as que foram negativas, para manter as primeiras e afastar as últimas. Além disso, devemos ter projetos para o ano que irá se iniciar, com objetivos claros, pois só assim, a mudança irá surtir efeito.

O término do ano também pode servir como uma comemoração de um bom ano, ou seja, para celebrarmos as coisas boas que nos aconteceram e também para esquecermos as ruins.

Enfim, desejo um feliz ano novo a todos e que o milagre da renovação se opere, em cada um de nós.

FÁBIO SORGE é defensor público do estado de São Paulo e coordenador da Regional de Jundiaí


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