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Vânia Mazzoni: Diálogos pelo Brasil

VÂNIA MAZZONI | 22/05/2019 | 07:30

Na última semana participei de um evento promovido pelo Ciesp Jundiaí com a presença do Presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Antes de iniciar sua fala no “Diálogos pelo Brasil”, Skaf ouviu uma parte dos empresários presentes. Enquanto falavam, ele fazia anotações em um bloquinho de papel e durante sua fala foi respondendo todas as questões postas em discussão.

Uma da coisas que me chamou atenção foi a fala sobre a Indústria 4.0, termo este utilizado pela primeira vez numa feira alemã chamada “Hannover Messe” e também ficou conhecido como a Quarta Revolução Industrial.

Falar em revolução industrial é falar de processos tecnológicos; e falar de processos tecnológicos, ao menos para mim, é também falar de pessoas. Pensando na relação do impacto do avanço tecnológico e a empregabilidade, notamos que algumas profissões não existem mais, afinal, uma das características é a substituição de mão-de-obra por máquinas ou sistemas. Algumas profissões de operação intelectual também foi substituída por sistemas. Notem que alguns trabalhadores foram substituídos em uma nova forma de se trabalhar.

Alguns serviços ainda tendem a diminuir muito a operação humana segundo o exposto no Fórum Econômico Mundial 2016 em Davos “motoristas, operadores de caixa, contadores, operadores industriais, médicos de atendimento, professores de conteúdo, jornalistas, atendimento comercial intermediário”. Por outro lado, profissões que requeiram criação, abstração, desenvolvimento, que tenham que lidar com situações novas e serviços para pessoas, tendem a ser as mais crescentes e mudarão o perfil do trabalhador do século XXI, tais como engenharias, ciência de dados, computação, matemática, gestão estratégica e outras.

O que sabemos é que: “maquinas estão aprendendo, isso já está acontecendo desde a adoção em massa da internet e agora, aplicada a indústria, ocorre que temos visto isso com mais impactos, mas já é de tempos que há uma substituição do conhecimento humano (do que já se sabe), sendo executado por sistemas inteligentes”. Se queremos realmente chegar na Indústria 4.0 precisamos repensar os investimentos em educação e isso engloba não só a formação em todas as áreas do conhecimento, mas também investir em pesquisa, desenvolvimento e inovação. O Brasil tem esse potencial.
Não adianta nada enxugar processos sem qualificar de fato a mão-de-obra. Para isso precisamos de politicas públicas comprometidas para o avanço do Brasil – nem só de reformas se faz o futuro! É preciso enxergar as pessoas e capacitá-las.

VÂNIA MAZZONI é diretora de RH. Site: www.novarh.com.br / E-mail: marketing@novarh.com.br

vania mazzoni nova


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