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Vania Mazzoni: Empreendedorismo

VÂNIA MAZZONI | 10/04/2019 | 07:30

Eis que temos uma geração que nasceu com a palavra empreendedorismo na ponta da língua. Mas será que abrir uma empresa é para qualquer pessoa? Todos nascem aptos a criar e a gerir novos modelos de negócios? Precisa ter conhecimento específico ou apenas o perfil para alavancar um bom negócio?
Recentemente li que em média 12% das empresas familiares só duram até a 3° geração. Isso demonstra um pouco a deficiência quando se trata de sucessão em empresas familiares. Há um ditado que diz: “pai rico, filho nobre e neto pobre”.
Segundo a International Finance Corporation (IFC), entidade mantida pelo Banco Mundial, o diagnóstico para este alto índice de falências pode ser resumido em quatro pontos: alta informalidade na condução do negócio; ausência de cargos e departamentos estratégicos (como CEO e conselhos de administração) com profissionais independentes e qualificados; inexistência de um programa de atração de novos talentos; e, principalmente, conflitos entre os herdeiros.
Muitas famílias também investiram em vários negócios através dos tempos: podemos dizer que o Brasil foi construído por empreendedores. O que me pergunto é se este empreendedorismo vem da vontade de inovar e oferecer novos serviços ou da necessidade de trabalho? Sabemos que o desemprego anda altíssimo, as expectativas para as vagas são enormes em termos de qualificação.
Sabemos que empreender não é para todos, é preciso planejamento e foco para não viver na informalidade. Li algo simples na internet e que chamou muito a atenção, quem escreveu foi um advogado chamado Thiago Araujo, que diz que “[…] empreender é algo trabalhoso, demorado e ingrato. Não basta estar desempregado, colocar a mão na massa e pronto, “sou empreendedor”. A primeira coisa a se fazer é gostar do que se propõe a oferecer e ainda ter ou desenvolver a competência necessária. Sem isso, desista. Dizem que bons marinheiros são feitos em meio a tempestades. Aplica-se o mesmo raciocínio ao empreendedorismo, afinal, ser um “reclamão” que culpa fatores pelo insucesso geralmente é pretexto. Quando tudo está a favor, é fácil ser bom e ter sucesso. Basta seguir o fluxo.”
Então, se você depende de um mar calmo ou diversas facilidades para ser um empreendedor, significa que você ainda não é um, ao menos não aquele que se busca e merece ser.

VÂNIA MAZZONI é diretora de RH. Site: www.novarh.com.br E-mail: marketing@novarh.com.br

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