Polícia

Mulher será investigada sob suspeita de esfaquear um gato em Jundiaí

A acusada teria colocado o gato no quintal já com ferimentos graves


Jornal de Jundiaí
O animal entrou na casa da vizinha, que teria o colocado para fora já ferido gravemente
Crédito: Jornal de Jundiaí

Uma moradora no bairro Jardim Fepasa, em Jundiaí, será investigada pela Polícia Civil sob acusações feitas por sua vizinha, de ter esfaqueado o gato dela no pescoço, na noite deste domingo (13). O animal foi socorrido por sua tutora ao veterinário com sinais de escalpelamento.

A dona do bicho, uma idosa de 76 anos, contou à Polícia que sua casa fica em um terreno com quintal compartilhado por outras residências, e que não estava no local na hora do crime. Ela disse que foi acionada por telefone pelo seu filho que, desesperado, pedia que ela voltasse embora porque o animal havia entrado na casa de uma vizinha neste mesmo terreno, sendo jogado pela moradora para fora todo ensanguentado.

Ela imediatamente retornou e socorreu o bicho a uma clínica veterinária, em estado grave, sendo necessários vários pontos para costurar o corte profundo provocado pelo golpe que sofreu. O felino segue em observação.

O delegado Marcos Luchesi Farias determinou a elaboração da ocorrência como 'praticar ato de abuso a animais, direcionando a investigação para o 2º DP.

Leis mais rígidas
Em sessão remota realizada na última quarta-feira (9), o Plenário do Senado aprovou projeto que aumenta as penas para maus-tratos a cães e gatos (PL1.095/2019). O texto foi aprovado na Câmara no final do ano passado e segue agora para a sanção.

Pela proposta, a prática de abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação a cães e gatos será punida com pena de reclusão, de dois a cinco anos, além de multa e proibição de guarda. Hoje, a pena é de detenção de três meses a um ano e multa — dentro do item que abrange todos os animais. O projeto altera a Lei de Crimes Ambientais (Lei9.605, de 1998) para criar um item específico para cães e gatos, animais domésticos mais comuns e principais vítimas.

(Fábio Estevam e Agência Senado)


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