Polícia

'Tarado do lago' ataca de novo e população se mobiliza para detê-lo em Jundiaí


alexandre martins
O barraco, montado no meio do mato, é utilizado por moradores de rua e a vítima acredita que estava sendo levada para ser estuprada neste local
Crédito: alexandre martins

O homem que tentou arrastar uma estudante de 25 anos para um barraco no meio do mato, próximo a um lago na região do bairro Recanto Quarto Centenário, em Jundiaí, na semana passada, atacou de novo. A nova investida criminosa ocorreu na manhã deste domingo (18), por volta das 10 horas.

A reportagem apurou que, a vítima, uma jovem, passeava com o cachorro quando foi agarrada. Com dificuldade ela conseguiu se desvencilhar e fugiu correndo, levando consigo o animal. A luta corporal com o criminoso, inclusive, lhe deixou marcas escoriações pelo corpo.

A reportagem não conseguiu saber ainda, se a jovem também registrou Boletim de Ocorrência, a exemplo da primeira vítima. Esta, inclusive, informou a reportagem que, após o novo ataque, os moradores do entorno iniciaram conversas para uma mobilização no intuito de capturar o criminoso.

O tarado, segundo as primeiras informações, tem as mesmas características do homem que atacou a estudante na semana passada: negro, magro, tem cabelo ralo e cerca de 1,70 m de altura. No primeiro ataque ele estava descalço e usava uma camiseta vermelha, bermuda azul e um pano na cabeça.

Relembre o primeiro caso
Frequentadores de um lago na região do bairro Recanto Quarto Centenário, em Jundiaí, bem como moradores do entorno, devem ficar alertas por conta de um tarado rondando pelo local. Uma estudante de 24 anos, que mora em um condomínio próximo, foi atacada por volta das 18 horas de quarta-feira (14), quando deixava o lago rumo à sua casa. O criminoso a segurou pelo braço, utilizando um graveto como arma, a puxando para um matagal na direção de uma tenda, possivelmente usada por moradores de rua e que fica no meio de um matagal.

A vítima, que preferiu não ser identificada, contou à reportagem que não tem dúvidas de que a intenção do bandido era estuprá-la. “Certamente ele queria me estuprar. Tanto que quando ele me abordou, achei que fosse um roubo e ofereci meu celular. Eu disse: 'o que você quer? Leve meu celular, é só o que eu tenho'”, comentou ela, que completou. “Ele não dizia nada além de 'vamos descer, vamos descer'”.

Apavorada por já imaginar qual era a intenção do criminoso, ela começou a gritar. “Eu percebi que ele não tinha nenhuma arma, que estava apenas com aquele graveto. E como eu havia encontrado um homem poucos minutos antes, que acho que é funcionário de uma fazenda na região, e que faz uma espécie de ronda constante no entorno do lago, comecei a gritar depois de tirar o graveto na mão dele”, disse. “Nessa tenda para onde acredito que ele iria me levar, há inclusive um colchão”.

Nesse momento o tarado tentou fazer com que ela parasse de gritar. “Ele me segurou com mais força e tentou tapar a minha boca. Mas eu consegui gritar pelo nome desse homem que havia passado por mim pouco antes. Aí ele se apavorou e eu consegui escapar e correr”, falou ela, citando as características. “Ele aproximadamente 1,70 metro, é negro, estava descalço e usava uma camiseta vermelha, bermuda azul e um pano na cabeça”.

Ao chegar condomínio em que mora ela avisou os responsáveis pela portaria e posteriormente ligou para a polícia. “Mas depois de quatro minutos, informando a eles o que havia ocorrido, a ligação caiu. Aí desisti de ligar novamente. Já estava escurecendo, seria difícil encontrá-lo. Então optei por fazer o Boletim de Ocorrência pela internet”, afirmou ela, que registrou o fato nesta quinta-feira (15).

Temerosa, ela disse que não irá mais ao local. “Moro há pouco tempo aqui e tenho ido a esse local, onde fico lendo um livro. Muitas pessoas frequentam esse lago, não em família, confraternizam. Eu Mesmo já fui com meu namorado e filha. Mas não vou mais”.


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