Polícia

Pedreiro é suspeito de estuprar 'namorada' de 12 anos em Jundiaí

A jovem disse à família que está namorando com o investigado há mais de um mês


JORNAL DE JUNDIAÍ
O caso, denunciado pela família da vítima, foi encaminhado para ser investigado pela Delegacia da Mulher
Crédito: JORNAL DE JUNDIAÍ

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) vai investigar denúncia de possível estupro de vulnerável contra uma pré-adolescente, de 12 anos, que teria sido cometido por um homem, um pedreiro de 29 anos, em Jundiaí. O caso foi denunciado pela mãe da jovem na madrugada desta terça-feira (27), após a menina ter sido flagrada pela própria irmã, de 15 anos, saindo de uma área de mata acompanhada do investigado.

Por volta das 19h30 de segunda-feira (26) a jovem saía de um matagal próximo de sua casa, junto com o investigado, quando foi abordada por sua irmã, lhe questionando o que eles faziam no local. Teve início então uma discussão, que se estendeu até a casa delas, inclusive com a presença do pedreiro.

Na residência a pré-adolescente contou à família que eles não haviam tido relação sexual no matagal naquele momento, mas revelou que está namorando com o investigado há um mês e 20 dias, e que eles já haviam feito sexo em outras datas. Pouco tempo depois a mãe chegou e se deparou com um tumulto, tomando ciência da história e acionando a Polícia Militar. Aos policiais a genitora alegou que não sabia do namoro e tampouco que a filha, com apenas 12 anos, já tinha vida sexual ativa.

Mãe, filha e investigado foram conduzidos para o DP, onde a delegada Renata Yumi Ono imediatamente determinou que a jovem fosse levada ao Hospital Universitário (HU) para passar por exames. Ao retornarem à delegacia, já na madrugada de terça-feira (27), Renata Yumi tomou depoimento de todos.

A genitora reforçou o que a filha mais velha havia lhe contado, mas ressaltando que não foi possível presenciar ato sexual entre a filha mais nova e o pedreiro. Esta, por sua vez, contou que a última relação sexual que tiveram havia ocorrido há cerca de 20 dias. A vítima disse ainda que, nesta oportunidade, eles saíam do matagal após ela ter convidado o 'namorado' para colher um pé de alface em uma horta.

Renata Yumi também deu ao investigado a oportunidade de prestar sua versão, mas ele invocou seu direito constitucional de se manter em silêncio.

Após a colher os depoimentos, a delegada entendeu não haver situação de flagrante que culminasse na prisão do suspeito. Sendo assim, requisitou exames no Instituto Médico Legal (IML), cujos resultados deverão ser encaminhados para a DDM, que investigará o caso. Todos foram liberados.


Notícias relevantes: