Polícia

Conduta de PMs diante de relato de estupro será investigada em Jundiaí


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A conduta dos PMs ao receber a denúncia consta em boletim de ocorrência e será investigadas pela Civil
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Em meio a uma denúncia feita a guardas municipais e Policia Civil, na noite de segunda-feira (9), de que sua filha, de apenas 11 anos, contou ter sido estuprada pelo próprio padrasto, de 34, a mãe, que tem 31 anos, também relatou que, horas antes, já havia denunciado sobre o possível crime a policiais militares, que estiveram em sua casa. O suspeito, inclusive, estava presente na hora da denúncia.

Porém, de acordo com ela, os militares a orientaram para procurar a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e registrar a ocorrência, se limitando a dizer que estavam no local apenas acompanhando o padrasto, que queria retirar seu carro do local.

Todas as informações, inclusive a conduta dos PMs, constam em Boletim de Ocorrência, e serão investigadas pela Polícia Civil. A PM também está averiguando. 

O caso

Acionados via 153, guardas municipais foram até a casa da família, por volta das 21h30 de segunda-feira, onde foram recebidos pela mãe da criança. Ela contou que, à tarde, a filha revelou que havia sido estuprada pelo padrasto, crime que, segundo ela, ocorreu há alguns, já que o suspeito já não mora mais no local.

Ainda segundo seu relato, pouco depois de tomar conhecimento do possível crime, coincidentemente o ex-parceiro e padrasto da criança chegou à residência, acompanhado por uma equipe da Polícia Militar, para buscar o carro do casal. Com os PMs diante dela, a vítima informou a eles sobre o que estava acontecendo. No a entanto, ela afirma que os policiais a orientaram para procurar a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para registrar Boletim de Ocorrência, já que eles estavam ali apenas para acompanhar o homem, na retirada do automóvel da casa.

Mais tarde, já com GMs no local, a menina chamou uma guarda, feminina, espontaneamente, e também revelou a ela sobre o estupro que havia sofrido.

Elas foram conduzidas ao Plantão Policial, onde a delegada Renata Yumi Ono ouviu da mãe, o depoimento com base no relato da vítima, com detalhes de como tudo ocorreu. Após isso, determinou exames para comprovar conjunção carnal e outros possíveis atos de abuso.

No documento, Renata Yummi também destaca o encaminhamento do caso à DDM, para ser investigado.

Policia Militar
A reportagem entrou e contato com a assessoria de imprensa da Corporação, em São Paulo, informando sobre o caso e solicitando um posicionamento. A resposta oficial, porém, não chegou por e-mail até o fechamento da matéria. No entanto, um integrante do departamento de comunicação da PM, no Batalhão, em Jundiaí, fez contato com a reportagem alegando dificuldade na apuração dos fatos neste primeiro momento, mas que os levantamentos estão sendo feitos e a corporação vai se pronunciar em breve.


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