Polícia

Jovem denuncia padrinho por estuprá-la dos 11 aos 13 anos em Jundiaí

A vítima acionou a PM e informou sobre os estupros que havia sofrido


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Ações previstas para ajudar a coibir a violência contra a mulher na cidade
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A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) vai investigar denúncia feita neste final de semana por uma pré-adolescente de 14 anos, de que ela foi estuprada durante dois anos pelo seu padrinho de batismo, em Jundiaí. Os estupros, segundo seu depoimento, ocorreram entre 2017, quando ela tinha apenas 11 anos, e fevereiro de 2019, última vez em que foi submetida ao ato sexual forçado. A moça relatou, também, que contou a seus pais sobre os crimes, para que eles tomassem providências.

A vítima acionou a Policia Militar e informou aos patrulheiros sobre os estupros que havia sofrido. Apesar de fazer a denúncia agora, dois anos depois do último abuso, afirmo que em junho deste ano já havia pedido socorro aos pais ao informá-los pelo o que havia passado. No entanto, seus genitores optaram por não tomar providências, afim de não se indisporem com o acusado, por ele ser membro da família.

A mãe da jovem, de 33 anos, que estava presente no momento em que ela contava aos PMs sobre os estupros, foi então questionada pelos agentes. Ela admitiu não ter tomado providências diante do pedido de socorro da menina.

Ambas foram conduzidas ao DP, onde a mãe contou que o primeiro abuso sofrido pela garota, segundo o que a mesma havia lhe contado, foi aos 11 anos, antes mesmo de se tornar “mocinha” (termo usado pela genitora para se referir à primeira menstruação). Alegou ainda que, após os estupros, o padrinho se ausentou da convivência com a família, motivo pelo qual decidiu não tomar providências, já que eles não mantinham mais contato há muito tempo.

O delegado Antônio Seleguin Junior requisitou exame para a jovem no IML (Instituto Médico Legal) e o caso será encaminhado para investigação à DDM.


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