Polícia

Vítimas denunciam golpes aplicados na internet neste fim de semana

ESTELIONATO Pelo menos 10 denúncias de golpes que vão desde clonagem de WhatsApp ou cartão de crédito a compras em carnê sem presença da vítima


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Criminosos utilizam internet para aplicar golpes; Os mais comuns: clonagem de cartão e WhatsApp
Crédito: DIVULGAÇÃO

De sexta-feira(8) até domingo (10), pelo menos 10 casos de crimes envolvendo a internet ou cartões de crédito foram registrados em Jundiaí. Duas vítimas tiveram seu WhatsApp clonado, um crime bastante comum atualmente, usado para extorquir dinheiro de amigos das vítimas meio da ferramenta de mensagens instantâneas.

No caso de uma vítima que denunciou o crime esse fim de semana, um de seus amigos chegou a transferir uma quantia para os criminosos. Outros crimes envolvendo exposição de dados, cartão clonado e empresas aplicando golpes na internet também foram registrados.

No final do ano passado, uma operação da Polícia Federal desmantelou uma quadrilha que aplicava esses golpes. De acordo com o Ministério da Justiça, casos de perfis falsos em aplicativos de mensagens aumentaram muito durante a pandemia e é fundamental que usuários de aplicativos fiquem atentos.

Casos

Um engenheiro de 41 anos foi surpreendido na sexta-feira por um e-mail informando que havia comprado um notebook de R$ 2 mil e seu pagamento estava em análise. No entanto, não foi ele quem havia realizado a compra. Ao contatar o site da rede de supermercados em questão, foi informado que o pagamento foi negado por seu cartão de crédito e o pedido seria cancelado, além de orientado a trocar os dados de acesso ao site.

Ele não informou se o cartão chegou a ser clonado. Este crime, de clonagem de cartão, ocorreu com outro engenheiro, de 31 anos, que soube do crime ao receber uma mensagem do banco em seu celular.

Uma conferente de 34 anos recebeu uma cobrança de uma compra que teria sido feita por carnê em um famosa financeira no dia 24 de dezembro. A vítima questiona, ainda, como pode ter sido autorizado um carnê em seu nome sem a sua presença. O mesmo ocorreu com outra mulher, uma auxiliar de serviços de gerais de 48 anos. Ela foi cobrada por uma rede de lojas em decorrência de um carnê feito em seu nome, sem a sua presença.

Uma mulher de 37 anos quase caiu em um golpe ao buscar pela instalação de serviço de internet em sua residência. Primeiro entraram em contato por um número 011 e depois dois números 027, em todas as ocasiões os criminosos tinham os dados da vítima, que acabou fechando o pacote com eles. Contudo, não apareceram no dia de instalação e foi assim que, ao entrar em contato com a Claro, a cliente soube que havia caído um golpe e perderia dinheiro se pagasse os boletos que viessem a ser enviados. Uma autônoma não teve a mesma sorte e chegou a pagar um boleto de R$ 900 por um conjunto de acrílico e depois descobriu que a empresa não existia.

A Claro também foi o nome da operadora usado em um golpe. O curioso é que ao invés de contratarem um serviço em seu nome, dessa vez cancelaram tanto seu plano de celular, quanto de internet, ambos usados para trabalhar.

Outra tentativa de estelionato foi aplicada em um zelador de 42 anos, que recebeu uma ligação sendo informado que foi aceito em um processo de seleção para entregador com veículo próprio em uma empresa de logísticas. Ele quase pagou um boleto de R$ 900 para conseguir o suposto trabalho.


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