Polícia

Com a prisão de uma família de traficantes, DISE Jundiaí desmantela célula do PCC em Jarinu

A esposa do chefe da célula trazia informações de dentro do CDP Jundiaí (Centro de Detenção Provisória) para traficantes de toda a região


Divulgação
DISE Jundiaí vinha investigando o caso desde setembro do ano passado
Crédito: Divulgação

A Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE), de Jundiaí, eliminou uma célula do PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que age dentro e fora dos presídios, na cidade de Jarinu. Uma família inteira foi indiciadapor tráfico de drogas e organização criminosa. A esposa do chefe da célula trazia informações de dentro do CDP Jundiaí (Centro de Detenção Provisória) para traficantes de toda a região.

Segundo o delegado titular da DISE, Marcel Fehr, ainvestigação iniciou-se em setembro de 2020, em Jarinu, quando a DISE descobriu uma célula do PCC na cidade.Um membro da facção estava usando sua casa para organizar e desenvolver o tráfico de drogas na cidade. "Foi possível identificar essa célula da facção por meio de prisões de pequenos traficantes. Com isso foi possível chegar ao cabeça do grupo e prendê-lo em flagrante em setembro", explica.

A partir da prisão do chefe da célula, iniciaram investigações mais a fundo e descobriram que a esposa desse traficante preso continuou a comandar o tráfico na região com a ajuda de seu enteado. Ela o visitava semanalmente no CDP e recebia informações de como agir.

A DISE pediu, então, um novo mandado de busca e apreensão para a casa desse criminoso, que já estava preso, e realizou a incursão em janeiro de 2021. No dia, a esposa e o enteado dele não estavam presentes, mas havia outros dois traficantes no local, que foram presos em flagrante com contabilidade do tráfico e drogas. A esposa e o enteado foram indiciados no mesmo inquérito, mas não presos em flagrante.

Apesar dos indiciamentos, os policiais notaram que a mesma residência continuava sendo usada para comandar o tráfico local. Por isso, no dia 24 de fevereiro foi realizada nova campana nas imediações, que verificou o comércio de drogas continuava e que a casa começou a ser usada também como depósito.

Ao ingressar no local, localizaram mais de mil porções de entorpecentes espalhadas pela casa. "As drogas estavam na cozinha, nas mesas, inclusive no local onde as pessoas estavam se alimentando", relata o delegado.

Nessa ação, a esposa, o enteado e mais dois foram detidos. "Esses dois já tinham antecedentes criminais, um deles fazia a segurança e fiscalização do local e o outro é um dos que tínhamos prendido em janeiro, mas que tinha sido beneficiado com a liberdade provisória na audiência de custódia."

Também foi possível apreender contabilidade do tráfico e documentação relacionada ao PCC, inclusive com a relação de 65 números de telefone utilizados pela facção e senhas que deveriam ser usadas em determinadas situações e dias da semana específicos. "Isso foi inédito para nós, porque demonstrou um alto grau de especificidade e fragmentação das informações, com intuito de impedir o monitoramento da polícia. Encontramos ainda cartas escritas dentro dos estabelecimentos penitenciários que a esposa do criminosos era encarregada de entregar a pessoas fora da cadeia", explica Fehr.

A esposa e os dois criminosos foram presos em flagrante e o enteado, que é adolescente, foi apreendido formalmente. "Ele era o responsável por vender a droga no portão da residência, sob supervisão do outro criminoso que era responsável pela fiscalização."

Todos foram presos e não foi concedida liberdade provisória na audiência de custódia. "Podemos afirmar com precisão que conseguimos desarticular uma célula do PCC que comandava o tráfico em Jarinu e também levava informações para outras cidades da Região, já que a esposa do chefe da célula levava informações de dentro do CDP de Jundiaí para outros membros da facção", finaliza o delegado.


Galeria de Fotos


Notícias relevantes: