Polícia

Roubo em Jarinu contou com 15 criminosos armados com fuzis e bombas

Não houve feridos, porém ninguém foi preso na ação que aterrorizou os moradores. A Polícia Civil iniciou investigações


Fernanda Elnour/TV Tem
Carros foram queimados para dificultar a passagem de viaturas para atender a ocorrência
Crédito: Fernanda Elnour/TV Tem

Uma quadrilha composta por pelo menos 15 homens armados com fuzis e bombas roubaram uma empresa especializada em joias, no bairro Água Preta, em Jarinu, na madrugada desta terça-feira (13). Os criminosos atearam fogo em carros e espalharam miguelitos (pequenos pregos usados para furar pneus) para impedir a chegada de viaturas policiais. Não houve feridos, porém ninguém foi preso na ação que aterrorizou os moradores. A Polícia Civil iniciou investigações.

Na semana passada, o Jornal de Jundiaí divulgou com exclusividade o aumento de 67% nas ocorrências relacionadas ao tráfico de entorpecentes em Jarinu. Dados da Secretaria de Segurança Pública também deram conta que de 2020 para 2021 aumentou 200% o total homicídios, 27% o número de carros furtados, 300% mortes em acidentes, 25% os feridos em acidentes de trânsito. Operações da Polícia Militar, Civil, Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes e Guarda Municipal têm tentado conter essa onda de violência.

A empresa roubada fica localizada na área rural da cidade, onde há chácaras, mas o barulho de tiros e explosões pôde ser ouvido à distância. Segundo o relato de testemunhas, os criminosos colocaram fogo em veículos para criar uma barreira contra a polícia e atiraram durante vários minutos seguidos.

Credito: Reprodução / Descrição: Incêndio foi utilizado para afastar viaturas policiais do local

Durante a fuga, houve troca de tiros entre a quadrilha e a polícia na altura de Campo Limpo Paulista e na estrada entre Jarinu, mas os criminosos conseguiram escapar.

Credito: Reprodução / Descrição: Empresa de joias roubada fica na área rural da cidade

 

Novo Cangaço

Assaltos desse tipo, realizados por quadrilhas especializadas, fazem parte do chamado "novo cangaço". São praticados por criminosos fortemente armados, em grupo de 15 a 30 homens, que chegam a cidades de pequeno e médio portes, durante a madrugada, em comboios de veículos potentes.

Em abril deste ano, uma quadrilha atacou agências bancárias, atirou em lojas e em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em Mococa (a 267 km da capital). Mascarados e atirando para cima e em direção ao comércio local, os criminosos usaram explosivos para roubar o cofre de uma agência da Caixa Econômica Federal.

Ações semelhantes ocorreram recentemente em Criciúma (SC), Cametá (PA) e em cidades do interior de São Paulo, como Araraquara, Botucatu e Ourinhos.

Em Criciúma, a ação de pelo menos 30 criminosos, dez automóveis e armamento de calibre exclusivo das Forças Armadas, em novembro de 2020, foi considerado o maior roubo do tipo na história de Santa Catarina.

Os criminosos atacaram o 9º Batalhão da Polícia Militar com tiros nas janelas, bloqueio na saída com um caminhão em chamas e explosão acionada por celular. "Uma ação sem precedentes", disse o tenente-coronel Cristian Dimitri Andrade, comandante do batalhão. A ação durou cerca de duas horas.

Em Cametá, homens fortemente armados cercaram o quartel da Polícia Militar, fizeram reféns, atacaram uma agência bancária da cidade com explosivos, atiraram para cima e provocaram pânico entre os moradores. Um refém morreu vítima dos criminosos.

Pelo menos 15 homens fortemente armados roubaram uma empresa especializada em joias, localizada no bairro Água Preta, em Jarinu. Para ter sucesso no crime, o grupo ateou fogo em carros e espalhou pregos (chamados de miguelitos) com objetivo de impedir a aproximação de viaturas policiais. Fuzis e bombas também foram usados na ação, que durou pelo menos uma hora e aterrorizou moradores. Não houve feridos e a Polícia Civil já iniciou as investigações para tentar localizar os responsáveis.


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