Polícia

Após sucesso de treinamento, PM de Jundiaí planeja simulação de atirador em escola

O intuito é preparar os policiais militares para intervir em situações reais com o mínimo de risco possível à população


Carina Reis
O exercício simulado ocorreu na rua Barão de Jundiaí, na área bancária
Crédito: Carina Reis

Após o sucesso do exercício simulado de ocorrência de roubo a banco realizado na noite desta terça-feira (27), no Centro de Jundiaí, o 11º Batalhão de Polícia Militar do Interior já prepara o próximo treinamento, que será uma simulação de atirador em escola. O exercício contou com bombas de fumaça e tiros usando as armas reais, embora com munições de festim.

De acordo com o comandante do batalhão, Tenente-Coronel Silvio Felix de Araújo, o intuito dos treinamentos é capacitar os policiais militares e integrar as forças policiais para que, em casos de ocorrência real, a resposta seja mais rápida e com o menor risco possível para a população. "Temos que preparar o policial para a situação real.Criamos uma situação que, embora controlada, chega bem próximo do que aconteceria na hora da ação."

Ensinar a controlar as emoções na hora da prática é um dos desafios. "O socorro do parceiro ferido, por exemplo, é fundamental. Aproveitamos a simulação para trazer os bombeiros, guarda municipal, polícia técnica e científica, de forma que na hora da prática todos saibam qual papel executar."

Rodrigo Padovan, da Polícia Científica, destacou exatamente isso. "Foi uma oportunidade de aprimorar as técnicas, interagir com as outras polícias e tornar o tempo de resposta mais rápido em casos de ocorrência."

 

MÃO NA MASSA

O sargento Soares, da Força Tática, foi um dos policiais que se vestiu de bandido para a simulação e destaca um lado diferente do treinamento. "Foi uma oportunidade de estar no lugar do meliante e, com isso, conseguir pensar como ele. Isso traz um conhecimento prático que nos ajuda a planejar a contenção do crime. Nos colocando no lugar de meliante, a gente consegue saber o que eles fariam e, assim, como podemos impedir que façam."

Já o sargento Toledo, também do tático do 11º BPMi, atuou como policial militar. "Desembarquei com a equipe, tomei ponta e avancei para a zona de perigo. Para a gente foi bem realista", conta. "Fazemos exercícios periódicos, mas não tão reais. Deu para sentir a adrenalina."

O exercício contou com bombas de fumaça e tiros usando as armas reais, embora com munições de festim. Os sons eram realistas, inclusive os diálogos entre "ladrão" e "policial". Frases como "perdeu, perdeu", "eu não queria roubar, senhor, fui forçado" e "eu sou trabalhador" foram algumas das "pérolas" que proferidas pelos policiais disfarçados de bandidos. "É o que a gente costuma ouvir mesmo em ocorrência", contou um dos policiais.

 

Como funcionou?

Primeiro os "criminosos" chegaram ao local em três veículos diferentes. Policiais que estavam patrulhando viram a ação e tentaram intervir, mas um deles acabou sendo baleado. Após pedir apoio, as viaturas da Força Tática chegaram para a incursão. Apesar da fumaça que simulava um carro pegando fogo, os policiais conseguiram cercar o perímetro e prender os criminosos.

 

 


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