Polícia

Apesar de incêndios, baloeiros continuam com prática ilegal

QUEIMADAS Na Região, 8 milhões de m² de mata perdida, além de 16 milhões de m² no Juquery, com fogo causado por queda de balão


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Baloeiros combinam encontro para a soltura de artefatos, no Facebook
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Mesmo após a queimada de mais de 8 milhões de m² de área verde só no Aglomerado Urbano de Jundiaí e 16 milhões de m² em Franco da Rocha, com dano de cerca de 85% do Parque Estadual Juquery, baloeiros continuam movimentação nas redes sociais. Há inclusive publicações para combinar a soltura de balões em páginas destinadas à prática criminosa, no Facebook.

Tanto o incêndio de Cabreúva, o maior da Região, quanto o do Parque Estadual Juquery tiveram início criminoso, após a queda de balão.

Sete baloeiros são investigados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público (MP) por suspeita de terem causado o incêndio que matou animais e atingiu o Juquery.

REGIÃO

Em Jundiaí, embora não tenham causado os mais de 25 incêndios registrados essa semana, balões já foram culpados por duas queimadas na Serra do Japi, só esse ano, uma em fevereiro e outra em julho. A informação é da Guarda Municipal de Jundiaí, que acompanha via videomonitoramento a Serra do Japi e pontos estratégicos da cidade.

Esse ano, cinco balões caíram na cidade. No ano passado foram quase o dobro, com nove balões apreendidos pela GMJ no mesmo período, de janeiro e julho. "A queda de um balão pode provocar um incêndio pequeno ou de grandes proporções, como o registrado no Parque Estadual do Juquery, prejudicando a fauna e a flora, e até podendo vitimar pessoas", alertou a Defesa Civil de Jundiaí.

Embora em Itupeva nenhum balão tenha sido apreendido esse ano, em 2020 a queda de um desses artefatos causou grande incêndio em local de difícil acesso na Serra do Inhandjara. Para conter a soltura de balões, a Defesa Civil ressalta que, a Prefeitura intensifica a produção de informativos e divulgações, principalmente em períodos de estiagem, reforçando que a soltura de balões é crime e essa prática coloca em risco a fauna, flora e vida da população.

Em Campo Limpo Paulista, cinco balões foram flagrados pela Defesa Civil esse ano, mas apenas um deles caiu. Com o acompanhamento foi possível evitar incêndios. Já no ano passado, dois balões foram apreendidos.

Em Várzea Paulista um balão foi recuperado em 2020 e um em 2021, porém em nenhuma das duas ocasiões causou incêndio.

Segundo o 19º Grupamento de Bombeiros de Jundiaí, em um mês, pelo menos 300 ocorrências de incêndio foram atendidas. A expectativa é que com as chuvas previstas para esse fim de semana a situação se abrande.

CRIME AMBIENTAL

Soltar balão que possa causar incêndio é crime. A Lei de Crimes Ambientais, nº 9.605, de 1998, em seu artigo 42, descreve como crime as condutas de fabricar, vender ou soltar balões que possam causar incêndios. Contudo, a pena para esses crimes é de 1 a 3 anos de reclusão ou pagamento de multas e há a possibilidade de fiança.

No caso do Juquery, por exemplo, os sete suspeitos foram detidos após a queda do balão que ocasionou a devastação do parque, mas liberados para responder pelo crime em liberdade. Apenas um deles teve que pagar uma fiança de R$ 3 mil. O restante sequer precisou arcar com o valor.

"Caso a população se depare com balões, deve entrar em contato com a Guarda Municipal, pelo 153, ou com o Corpo de Bombeiros, pelo 193", apela a Defesa Civil de Jundiaí.

 


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