Polícia

Apae denuncia golpe de falsa doação em nome da instituição

ESTELIONATO A Polícia Civil vai investigar o caso, já que entidade afirma que não tem campanha de arrecadação de dinheiro


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A APAE não está promovendo campanha para doações de brinquedos
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Golpe de falsa doação envolvendo o nome da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) está sendo aplicado em Jundiaí. O boletim de ocorrência foi registrado no 4º Distrito Policial de Jundiaí, que vai investigar o caso.

De acordo com a diretora executiva da Apae, Suely Angelotti, uma mulher, identificando-se como colaboradora da organização, está pedindo doação em dinheiro para a compra de brinquedos para uma suposta campanha do Dia das Crianças.

No boletim de ocorrência, a representante da associação informou que ao entrar em contato com uma pessoa que faz doações voluntárias todo mês, ficou sabendo que outra pessoa já havia pedido a doação e a vítima realizou a doação.

A entidade esclareceu que, atualmente, não está promovendo campanha para doação em dinheiro ou arrecadação de brinquedos. "Nosso setor de captação de recursos está trabalhando em duas campanhas e ambas estão focadas no Natal. Esta pessoa, que está se passando pela Apae de Jundiaí, está usando um recibo da Apae de Várzea Paulista", explicou Suely.

GOLPES VIRTUAIS

De acordo com estatísticas da Apura Cybersecurity Intelligence, empresa especializada em segurança digital, houve uma 394% nas ameaças eletrônicas em 2020, na comparação com 2019.

Para a realização dos golpes, tanto virtuais quanto parte dos presenciais, os criminosos pegam os dados das vítimas em sites. A Cybersecurity Intelligence fez um relatório sobre as ameaças detectadas no ano passado, que contabilizam 958 mil CPFs vazados e que podem ser utilizados por golpistas.

Também foi registrado o vazamento de 592 mil cartões internacionais, 262 mil cartões nacionais e 220 milhões de credenciais de acesso, como senhas. Ao todo, foram 272 milhões de ameaças apontadas ao vasculharem a internet como um todo.

PIX

O pagamento eletrônico instantâneo, conhecido como Pix, virou alvo de quadrilhas e, dentre as práticas ilícitas que envolvem a tecnologia, a moda agora são os sequestros-relâmpago, nos quais os criminosos forçam a vítima a fazer transferências.

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, em todo o estado, no primeiro semestre de 2021, 206 boletins de ocorrência de sequestro-relâmpago foram registrados. Aumento de 39% em relação ao mesmo período de 2020.

Entre as vítimas está um jundiaiense que sofreu um sequestro, em agosto, quando saia do trabalho.

Com o carro já em movimento, o roubo começou e todos os cartões de Costa foram retirados, assim como o dinheiro. Pelo celular, as transferências via Pix foram realizadas.

No dia 27 de agosto, o Banco Central anunciou o limite de R$ 1 mil para transferências no Pix entre 20h e 6h, para evitar roubos e sequestros.


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