Polícia

Roubo de celulares aumenta 7% em Jundiaí, diz SSP

O delegado da 1ª e 7ª Delegacia de Polícia de Jundiaí afirma que os motivos do aumento estão atrelados ao uso do Pix


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O pix pode motivar os roubos pela facilidade de transferência bancária
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Em Jundiaí, o roubo de celulares aumentou 7% na comparação entre os meses de julho, registrando 53 ocorrências e agosto, com 57, deste ano. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado de São Paulo.

De acordo com Antonio Dota Júnior, delegado da 1ª e 7ª Delegacia de Polícia de Jundiaí, os motivos do aumento de roubos de celulares podem estar atrelados ao uso do Pix.

"Muitas vezes, a intenção criminosa não é só no roubo do aparelho em si, mas também em utilizar o saque disponível pelo Pix, dentro dos celulares", afirma.

Segundo Dota, outras modalidades de conduta criminosa, como o sequestro ou manter a vítima restrita a liberdade por um certo período de tempo, fora os roubos, podem ser motivadas pelo Pix. "Por ser um aplicativo ligado ao banco do próprio portador, com acesso para as transferências imediatas, acabou se tornando uma ferramenta mais fácil para os bandidos, podendo ser uma das causas desse aumento de roubos de celulares no município", comenta.

NO AUJ

Os números da SSP também apresentaram um aumento de roubos de celulares entre sete cidades que compõem o Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ). Entre julho e agosto de 2021, Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Louveira, Cabreúva e Jarinu registraram 83 e 91 casos, respectivamente, uma alta de 9%.

PREVENÇÃO

Como medida preventiva, Dota recomenda que os munícipes evitem ostentar o aparelho pelas ruas, deixando-o bem guardado. "Há também a possibilidade de ter dois celulares, um deles só para o uso do Pix, mas isso é só para quem tem condições", ressalta.

No dia 27 de agosto, o Banco Central anunciou o limite de R$ 1 mil para transferências no Pix, entre 20h e 6h, para evitar roubos e sequestros.

Em nota, o Procon-SP afirmou que as mudanças anunciadas nas regras do Pix pelo Banco Central representam um avanço, mas ainda são insuficientes para inibir a prática de crimes.

Na reunião que acontecerá em 5 de outubro com o Banco Central, o Procon-SP irá propor outras medidas para trazer mais segurança aos consumidores, como o limite no valor das transações de mil reais por mês. O consumidor poderá solicitar a alteração desse limite, mas a mudança só poderá ser realizada após 48 horas.

As transferências de valores superiores a mil reais poderão ser feitas somente para contas que estejam pré-cadastradas há pelo menos 24 horas.

O Procon-SP irá propor que somente consumidores que já tenham se cadastrado e consentido expressamente com o uso da ferramenta poderão fazer as transferências, assim, os novos usuários só poderão começar a operar com a chave Pix após o prazo de 30 dias. Além disso, a instituição defende que o Banco Central crie uma lista geral de usuários Pix cujas contas foram utilizadas para prática de crimes, esses usuários ficarão impedidos de realizar transações e de criar novas chaves Pix em qualquer instituição financeira.

 


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