Polícia

Abusador persegue e molesta mulher na saída do serviço

O boletim de ocorrência foi realizado no sábado (9), vítima relatou que viu o homem novamente pelas redondezas do local em que o crime foi cometido


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Vítima afirma que outras mulheres passaram pelo mesmo sofrimento
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A reportagem do JJ recebeu uma denúncia sobre um homem, magro e alto, que está abusando de mulheres no Eloy Chaves. No caso, a vítima, que não quis se identificar, relatou que na última sexta-feira (8), enquanto caminhava para sua casa numa estrada de terra, um homem encapuzado agarrou-a e começou a se esfregar nela. Assustada, a vítima contou com a ajuda de sua amiga que estava junta no momento, ela bateu no abusador com sua bolsa e conseguir livrar a colega. Assim, ambas correram para pedir ajuda. 

A vítima realizou o boletim de ocorrência no sábado (9), na Delegacia da Mulher, no 1º Departamento Policial de Jundiaí e até o fechamento desta matéria, a ela relatou que viu o homem novamente pelas redondezas do local em que o crime foi cometido. Além disso, também afirmou que outra amiga sua presenciou um momento de terror com o mesmo abusador.

Na sexta (8), em torno de 22h, ela havia saído do trabalho e pego o caminho que sempre faz para voltar para casa, mas durante o percurso da estrada de terra, paralela à avenida Juvenal Arantes, ao lado da bifurcação da rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto. Ela escutou uma pessoa correndo entre o mato fechado e antes de conseguir virar seu olhar em direção, essa pessoa a agarrou por trás e começou a se esfregar na vítima. 

"Eu comecei a gritar por socorro desesperadamente e nisso, minha colega que estava me acompanhando, começou a bater nele com a bolsa, pedindo para que fosse embora. Só depois de algum tempo ele me soltou e então, corremos para um ponto de ônibus próximo", conta. 

Depois de conseguir contatar o marido, que foi buscá-la de carro, eles voltaram ao local do crime para procurar o abusador. "Nesse dia, ele estava de blusa moletom e capuz vermelho, mas na hora eu nem tinha reparado na cor. Quando voltamos ao local, ele ainda estava lá, me reconheceu assim que saí do carro e fugiu. Meu marido tentou correr atrás dele, mas o homem conseguiu escapar pela rodovia", afirma.

Na segunda-feira (11), a vítima voltou ao Eloy Chaves para resolver alguns afazeres, acompanhada de seu sobrinho e, ao descer em um ponto de ônibus, um homem passou do outro lado da rua encarando ela. "Não tinha conseguido ver o rosto dele na sexta, mas quando ele me encarou, começou a balançar a cabeça e então eu fui embora, com medo. Ele estava de blusa preta, boné branco e máscara preta. Mais tarde, quando fui ao serviço, alguns colegas contaram que havia um rapaz, na mesma descrição, sentado em frente à entrada. Até agora não consigo mais sair de casa sozinha, estou apavorada", lamenta. 

Já na terça-feira (12), sua colega de trabalho, que estava junta no dia do ocorrido, encontrou o homem no mesmo lugar, na estrada de terra, agachado entre o mato alto. Ela correu em direção ao serviço sem olhar para trás, pedindo ajuda aos outros colegas de trabalho. 

A vítima entra e sai do serviço no mesmo horário, todos os dias e afirma que nesses dias, não viu nenhuma ronda policial, mesmo após ter ligado novamente. "Meu marido e meu pai ficaram andando de carro pelas redondezas para ver se encontravam ele, durante toda a tarde de terça-feira. Meu marido chegou a cortar o mato alto da estrada de terra, onde encontrou duas moças que também afirmaram passar pela mesmo situação e aparentemente, com o mesmo homem", pontua.

A vítima relata que há muitas mulheres que passam pela região. "Eu sei que ele ainda está por lá, só quero que a polícia venha logo, pois estou com muito medo", comenta. Ela completa dizendo que o abusador sempre foi visto bem vestido, de calça, sapato e com uma bolsa de alça fina. 


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