Polícia

Policiais federais protestam e dizem que só tomaram porrada do governo Bolsonaro

Os policiais protestam contra salários congelados, benefícios previdenciários e PEC Emergencial


Marcelo Camargo/Agência Brasil
Associações de delegados, peritos e agentes da PF realizam protestos
Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No dia do policial federal, as associações de delegados, peritos e agentes da PF realizam atos em vários estados para cobrar o governo de Jair Bolsonaro.

Em frente à sede da PF em Brasília, os representantes das entidades colocaram faixas para cobrar promessas não cumpridas pelo presidente e afirmam o governo federal desvaloriza os policiais.

"Esse governo prometeu nos valorizar e nesse período só tomamos porrada. Salários congelados, perdemos benefícios previdenciários, perdemos com a PEC Emergencial. Cadê a valorização prometida?", disse Edvandir Paiva, presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal.

Segundo Paiva, os policiais estão cada dia mais indignados com o tratamento do governo.

O presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, Marcos Camargo, também cita as perdas com a reforma da previdência e com a PEC Emergencial para dizer que o ato tem como objetivo apontar para a falta de reconhecimento do governo Bolsonaro.

"Estamos numa fase em que buscamos a valorização que foi prometida, (o presidente ) se elegeu com base no discurso de valorização da PF e o cenário é o contrário, é um cenário de retrocesso para a polícia", afirma Camargo.

O apoio dos policiais na eleição de Bolsonaro também foi é abordado por Luis Antônio Boudens, da Federação Nacional dos Policiais Federais, para cobrar uma "atenção imediata" do governo às pautas da classe.

"É notório que esse governo foi eleito com a bandeira da segurança pública, o próprio filho do presidente é policial federal (o deputado Eduardo Bolsonaro é escrivão da PF). Mas por que os militares ficaram de fora das reformas e os policiais foram deixados de lado na hora de terem os direitos preservados?", questionou Boudens.


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