Polícia

Mulher é presa por receptação


Policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de Jundiaí, recuperaram nesta quinta (12), em uma casa no Jardim Santa Maria, em Campo Limpo Paulista, as rodas e pneus do carro do taxista Josias dos Santos, de 60 anos, de Várzea Paulista, morto com requintes de crueldade no último dia 7 (sábado). Uma mulher, que havia comprado as rodas retiradas do veículo do taxista, roubado pelo assassino, foi presa por receptação.

No sábado, algumas horas após o crime, em que o assassino cravou uma faca no pescoço do taxista e amarrou seus pés e mãos, além de enfiar uma meia em sua garganta, a DIG conseguiu prender um suspeito - o preso, inclusive, já tem diversas passagens criminais por roubo, tanto de estabelecimentos comerciais quanto de taxistas e motoristas de aplicativo, sempre agindo com violência, usando facas e punhais. Com informações de seu interrogatório e algumas diligências durante a semana, os agentes da delegacia especializada conseguiram chegar a esta mulher, que comprou as rodas e pneus. Aos policiais ela disse que não sabia que se tratava de produto de crime.

Ela foi conduzida à DIG e presa em flagrante pelo crime de receptação, sendo encaminhada à Cadeia de Itupeva.

INCENTIVO AO CRIME

Com a prisão da mulher, o delegado-assistente da DIG, Rafael Diório, ressaltou a importância de combater esse tipo de crime que, segundo ele, é o que fomenta práticas de roubo e furto e que, muitas vezes, também acabam evoluindo para latrocínios, como no caso do taxista. "O crime de receptação, previsto no código penal pelo art. 180 com pena de 1 a 4 anos, é definido como 'adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, em especial crimes contra o patrimônio como Roubos, latrocínios e furtos'. Essa modalidade criminosa, que se torna acessória ao crime principal, deve ser combatida de maneira efetiva e, com isso, desestimular o comprador do produto ilícito. Sem o comprador, a dificuldade aumenta em repassar esse produto roubado, o que torna inviável a prática criminosa (roubo e furto)".

Diório segue. "Atrás de um objeto roubado há sempre um passado sujo de sangue".


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